Os acusados de estupro coletivo contra quatro adolescentes
O juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Antonio Lopes de Oliveira, condenou à pena máxima (três anos de reclusão) os três adolescentes acusados de assassinar a socos e pontapés Gleison Vieira da Silva, 17 anos, numa das celas do Centro Educacional Masculino), no dia 17 de julho deste ano. Os três condenados, e a vítima, já haviam sido sentenciados pelo estupro coletivo de quatro adolescentes no lugar conhecido como Morro do Garrote, em Castelo do Piauí.
"Aplicamos aos três a internação por três anos e como as partes não recorreram eles já iriam descer para a internação, mas ficarão aqui [no Complexo da Cidadania] por enquanto. O julgamento foi muito simples, tinha que ser a pena máxima sim, como mataram um colega de internação, por motivo fútil, é um caso altamente condenável, mataram a socos e pontapés. Quanto a Teresina, não há mais recursos, o caso já foi transitado em julgado”, adiantou o juiz Antonio Lopes.
“Sabia da dificuldade de conseguir uma medida mais branda, até porque no Estatuto da Criança e da Adolescência não tem dosimetria penal matemática como no código penal. O juiz até levou em consideração minhas alegações, mas pelos adolescentes serem confessos, optou pela pena máxima”, admitiu Allyne Patrício, que atua na defesa dos réus confessos.
Duas mortes
No sábado (19), outros dois adolescentes foram mortos na mesma cela do Centro Educacional Masculino, no bairro Itaperu, Zona Norte de Teresina, onde Gleisson foi assassinado.
O diretor da Unidade Socioeducativa da Sasc, capitão Anselmo Portela, as vítimas foram assassinadas a estocadas, com várias perfurações feitas por arma branca, chamada "estoque", feito com vergalhão retirado nas paredes do CEM.