Esportes

COPA DO MUNDO

Trump chama árbitro brasileiro de "suspeito" após expulsão em jogo dos EUA

Presidente dos Estados Unidos criticou o brasileiro, admitiu que pediu revisão à Fifa e afirmou que não sabia o que era um cartão vermelho

Natalia Costa

06 de julho de 2026 às 13:11 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Donald Trump criticou o árbitro Raphael Claus pela expulsão de Folarin Balogun em jogo dos EUA contra a Bósnia-Herzegovina.
  • Trump considerou a decisão do cartão vermelho incorreta e chamou o árbitro de "muito suspeito".
  • O presidente afirmou não entender o significado do cartão vermelho antes do incidente.
  • A Casa Branca teria elaborado um dossiê sobre Claus para questionar sua atuação, buscando pressionar a FIFA.
  • Trump contatou Gianni Infantino para discutir a anulação do cartão vermelho.
  • A UEFA criticou a decisão da FIFA de anular a expulsão, chamando-a de "sem precedentes".
  • O caso gerou debates sobre a autonomia da arbitragem e a influência política em esportes internacionais.
  • Raphael Claus não se manifestou sobre as declarações.

Donald Trump
Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o árbitro brasileiro Raphael Claus após a expulsão do atacante Folarin Balogun na partida entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina. Nesta segunda-feira, Trump classificou o juiz como "muito suspeito" e afirmou que a decisão de aplicar o cartão vermelho foi incorreta.

"Eu vi o lance, e sou uma pessoa que adora esportes… Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração", declarou o presidente.

Segundo Trump, Balogun é um dos principais jogadores da seleção norte-americana e não deveria ter sido expulso.

"Esse árbitro… é um sujeito meio suspeito se você analisar o passado dele. Ele tomou uma decisão inacreditável. O Balogun é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. E ele lhe deu um cartão vermelho. Eu não sabia o que isso significava… Sim, pedi uma revisão à FIFA."

Durante a declaração, Trump também revelou que desconhecia o significado da punição antes do episódio.

"Eu não fazia ideia do que diabos era um cartão vermelho. Quando descobri, disse: 'Só pode ser brincadeira!'"

De acordo com informações divulgadas pelo ICL Notícias, antes da decisão da Fifa de suspender a expulsão do jogador, aliados da Casa Branca teriam elaborado um dossiê com informações sobre Raphael Claus. O material teria sido usado para questionar a atuação do árbitro e pressionar a entidade máxima do futebol a rever a decisão.

Ainda segundo a publicação, no dia da partida Trump telefonou para Gianni Infantino para consultar quais eram as regras da Fifa sobre a possibilidade de anular um cartão vermelho.

O documento elaborado por integrantes do governo e empresários ligados ao futebol buscaria apontar supostas inconsistências na carreira do árbitro brasileiro para reforçar o pedido de revisão da expulsão.

A repercussão do caso ultrapassou os Estados Unidos. Também nesta segunda-feira, a UEFA criticou publicamente a decisão da Fifa de anular o cartão vermelho, classificando a medida como "sem precedentes, incompreensível e injustificável".

A decisão de suspender a expulsão gerou debates sobre a autonomia da arbitragem e sobre a influência política em decisões esportivas envolvendo competições internacionais. Até o momento, Raphael Claus não se manifestou publicamente sobre as declarações de Trump.

Fonte: ICL notícias



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