Teresinha
07 de outubro de 2016 às 12:10
O Piauí vive uma das piores secas dos últimos 40 anos e as ações governamentais demoram a ser postas em prática e são pouco eficientes contra os efeitos da estiagem no Estado. As principais ações previstas de combate à seca são o repasse de R$ 24 milhões do Governo Ffederal, só liberado uma parte agora depois das eleições, e o plano Seguro Safra, orçado em R$ 7,5 milhões que ainda não foi liberado por conta de pendências do Estado do Piauí em relação ao programa.
Segundo Paulo Carvalho, secretário de Políticas Agrícolas da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí (FETAG-PI), a situação está critica no Estado, a capacidade média dos açudes em todo o Piauí é de apenas 18%, além disso, cerca de 60% do rebanho dos pequenos criadores foi perdido ou comercializado às pressas e os agricultores amargam prejuízos nas lavouras de grãos como milho, arroz e feijão.
"A lavoura mais prejudicada é a de consumo básico dos pequenos produtores, muita gente não está conseguindo tirar nem o da semente para o próximo ano. O que salva são as aposentadorias", disse o secretário.
Apesar da urgência, os recursos só estão sendo liberados agora, depois das eleições. A primeira parcela de R$ 10 milhões já está disponível para as questões emergenciais como a operação Carro-Pipa, que leva água potável para as famílias assoladas pela seca, mas não dá para a irrigação da lavoura ou mesmo para servir aos animais.
Outros R$ 14 milhões ainda serão liberados para diversas ações de enfrentamento aos efeitos da seca e construção de adutoras em São Raimundo Nonato e Pedro II. A secretaria de Estado da Defesa Civil é quem vai coordenar as ações e realizar os investimentos necessários. Dentre as ações previstas estão, também, a perfuração de poços em vários municípios piauienses, construção de reservatórios para armazenamento de água potável e a construção de pequenas e médias barragens.
Outra ajuda importante para minimizar os efeitos da seca na vida do sertanejo é o plano Seguro Safra que garante uma ajuda financeira de cinco parcelas de R$ 170 aos agricultores inscritos no programa para quem teve uma perda de 50% ou mais em sua lavoura. No Piauí, ao todo, são 120 mil famílias inscritas e assistenciadas pelo seguro.
O governo do Piauí já pagou três parcelas mais ainda faltam duas. Segundo Paulo Carvalho, este pagamento está demorando muito tendo em vista a urgência dos efeitos danosos da seca na vida. O Governo Federal disponibilizou aproximadamente R$ 7,5 milhões para o pagamento das outras parcelas, mas ainda existem pendências do Estado do Piauí em relação ao programa e esse repasse permanece bloqueado.
Atualmente, 152 municípios do Piauí estão em situação de emergência. A maioria deles fica no Semiárido, principalmente nos territórios da Serra da Capivara, Vale do Canidé, Vale do Guaribas e Vale dos Rios Piauí e Itaueiras, mas em diversas regiões do Piauí há cidades que sofrem com os efeitos danosos da seca.
Fonte: Samuel Brandão
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