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Benedict Cumberbatch, novo herói da Marvel, preferia Asterix a super-heróis

Teresinha

01 de novembro de 2016 às 17:11


Por muitos anos antes do anúncio do filme do Doutor Estranho, personagem dos quadrinhos da Marvel, o nome de Benedict Cumberbatch aparecia pela internet ligado ao projeto como uma promessa. Quando virou realidade, o ator admitiu que ficou intimidado. "É um papel fisicamente difícil, mas é divertido. Eu nunca fui protagonista de um filme tão grande", contou ele, durante as filmagens na Inglaterra.

"Doutor Estranho", que estreia nesta quinta-feira (3) no Brasil, é o 14º filme do universo Marvel e o menos super-herói de todos. Stephen Strange é um neurocirurgião bem-sucedido, porém egocêntrico, que vive em Nova York e apareceu nas HQs pela primeira vez em 1963. Ele tem sua vida transformada após um trágico acidente de carro, que o faz perder o movimento das mãos e põe sua carreira em pausa. Strange inicia, então, uma viagem pelo mundo e começa um processo de descobertas.

O personagem é novo entre os heróis do cinema e também era novidade para o próprio Cumberbatch, que confessa nunca ter sido exatamente um grande leitor de quadrinhos. "Eu não conhecia nada do Doutor Estranho", confessa. "Eu não lia quadrinhos de super-heróis. Eu gostava mais de Asterix e outros que me pareciam mais baseados na realidade. Mas eu lembro de ler Batman e Superman. Batman talvez tenha me marcado mais como criança. E lembro do seriado na TV e do filme do Tim Burton. Mas eu nunca tive obsessão com quadrinhos, na realidade", conta Cumberbatch.

Nascido em Londres, o ator de 40 anos se tornou conhecido por sua atuação na série de TV "Sherlock". No cinema, atuou em filmes de fantasia como as franquias "Hobbit" (como um dragão, com captura de movimentos) e "Star Trek", e foi indicado ao Oscar pela história do matemático Alan Turing em "O Jogo da Imitação". Ele também interpretou Shakespeare no teatro com "Hamlet", em 2015, e há dois anos entrou na lista da revista "Time" como uma das cem pessoas mais influentes do mundo.

Não parece propriamente um intérprete típico de super-herói, mas o Doutor Estranho também não é exatamente um super-herói comum: ele foi inspirado na contracultura, na psicodelia e no misticismo dos anos 1960, e talvez suas peculiaridades ajudem a explicar porque Cumberbatch se interessou por interpretá-lo.

"Quando eu sentei com o Kevin Feige [produtor do filme e CEO da Marvel] e o Scott [Derrickson, diretor] e li a história, eu entendi que esse personagem seria uma evolução para o mundo da Marvel, porque é um herói muito diferente do que o que vimos até agora", diz o ator. "Ele não é uma pessoa ruim, ele somente perdeu a maneira de amar. Ele se fechou. É respeitado como um neurocirurgião no início e é até bem severo com os colegas, mas não taxado de arrogante, como o Tony Stark", acredita ele, fazendo uma comparação com o empresário bilionário que se transforma em Homem de Ferro.

Fonte: UOL



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