VOLTA ÀS AULAS E PREVENÇÃO
Pâmela
08 de agosto de 2025 às 09:14
Com o fim das férias escolares, alunos de todas as idades retomam a rotina e voltam a frequentar salas de aula, corredores e outros ambientes coletivos. Mas junto com o material escolar, há um outro item que costuma circular nesse período: os vírus. O retorno às aulas coincide com um aumento nos casos de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias entre crianças e adolescentes, principalmente por conta do contato próximo em ambientes fechados e da queda de temperatura típica da época.
Diante disso, a enfermeira Nathália Carvalho, que também é coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, alerta sobre a importância da prevenção e do autocuidado, mas também chama atenção para a desinformação. “Circulam muitos conselhos populares que nem sempre têm base científica. Por isso, é importante saber o que realmente funciona para proteger a saúde dos estudantes”, destaca.
Mito ou verdade?
Para ajudar famílias, estudantes e profissionais da educação, a especialista listou alguns mitos e verdades sobre a prevenção de gripes e viroses comuns nesta época do ano:
Mito. A vitamina C fortalece o sistema imunológico, mas não impede o contágio direto com o vírus da gripe. Ela pode ajudar na recuperação e na redução da duração dos sintomas, mas não é uma “barreira” protetora.
Mito. Resfriado é causado por vírus, e não pelo frio ou cabelo molhado. No entanto, dormir com o cabelo úmido pode causar desconforto e favorecer outros problemas, como dor de cabeça ou proliferação de fungos no couro cabeludo.
Verdade . Ambientes fechados, mal ventilados e com muitas pessoas favorecem a transmissão de vírus respiratórios. Sempre que possível, é importante manter janelas abertas ou promover atividades ao ar livre.
Mito. Embora os sintomas sejam parecidos, a gripe geralmente é causada pelo vírus influenza e tende a ter sintomas mais intensos, como febre alta e dores no corpo. O resfriado é mais leve e autolimitado.
Mito. A vacina não contém vírus vivos e, portanto, não causa a doença. O que pode acontecer é a coincidência de outro vírus circulando no mesmo período ou reações leves do organismo, como dor no local da aplicação.
Meia-verdade . A inalação pode aliviar sintomas como congestão nasal, mas não combate o vírus causador da gripe. Deve ser usada como um recurso complementar, com orientação profissional, principalmente em crianças.
A especialista reforça ainda algumas medidas simples e eficazes para reduzir o risco de contágio nas escolas:
“A recomendação é clara: se o estudante estiver com febre, tosse ou outros sinais de gripe, deve ser mantido em repouso, fora da escola, até que os sintomas desapareçam. Essa medida evita que outros alunos tenham contato com a doença e que a gripe se espalhe no ambiente escolar”, completa a enfermeira.
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