A Universidade Estadual do Piauí - Uespi tem concentrado esforços nos últimos anos para melhorar sua infra-estrutura e os resultados já são perceptíveis para alunos, professores e servidores do quadro técnico, bem como para a sociedade em geral. Um processo, que foi intensificado em 2005, com a conquista do financiamento de 20 projetos, sendo 14 laboratórios, 5 bibliotecas e salas de aulas, por meio de emenda parlamentar indicadas pelos deputados Nazareno Fonteles e Simplicio Mário (no exercício do mandato), um investimento de mais de R$ 1,1 milhão. Parte das obras já foi entregue e a outra se encontra em fase de finalização. Dando seqüência à política de melhoria da infra-estrutura dos campi e núcleos, a Administração Superior conseguiu captar mais recursos federais em 2007 para investimentos em diversos segmentos da Universidade. Só de emenda da bancada federal do Piauí, em Brasília, foi mais de R$ 9 milhões, além de R$ 1,3 milhão de emenda individual indicada pelo deputado federal Nazareno Fonteles e mais R$ 1 milhão de recursos do Tesouro Estadual, que entrará como contrapartida. Ainda sobre investimentos, o Estado financiou a reforma do prédio para receber o Núcleo de Uruçuí, R$ 326 mil e autorizou a reforma da Faculdade de Enfermagem e Odontologia - Facoe, bem como a reforma do auditório do Campus de Floriano. Um total de R$ 11,3 milhões foram assegurados para investimentos diretos para a melhoria do ensino, pesquisa e extensão universitária. Isso significa que a Universidade vai contar com mais 40 laboratórios, 11 bibliotecas, climatização e construção de salas de aula e de professor, núcleos de ensino à distância, aquisição de veículos para transportar estudantes, auditórios, equipamentos de informática e multimídia, núcleo de pós-graduação e mais acervo bibliográfico. Além disso, a Universidade está concluíndo projeto para captação de mais R$ 2,5 milhões por meio da Empresa de Financiamento de Projetos de Pesquisas e Inovações Tecnológicas - FINEP, do Ministério de Ciências e Tecnologia. O investimento será feito nas áreas de Química e Biologia e contará com a coordenação de professores dos supracitados cursos. Além de pensar e trabalhar fortemente pela melhoria da Universidade, a atual gestão da Uespi se preocupa com a qualificação docente. Atualmente, 97 profissionais estão afastados dos quadros da Instituição se qualificando em cursos de Mestrado e Doutorado. Recentemente, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí - Fapepi, a pedido da Universidade, disponibilizou 22 bolsas, sendo 12 para Doutorado e 10 para Mestrado, o que fortalece o programa de qualificação docente da Instituição. O quadro de professores efetivo, que atualmente 46% é formado por mestres e doutores, será ampliado, com a chegada dos professores afastados, mas, também, por conta do quarto concurso público que a Universidade vai realizar com 124 vagas, para portadores de título de doutor e mestre. Sobre a questão salarial, a Administração Superior sempre manteve o diálogo com a Associação dos Docentes do Centro do Ensino Superior do Piauí - ADCESP. Com isso, cumpre seu papel ao abrir um canal de negociação entre os professores e o Governo do Estado, haja vista que a Universidade não possui autonomia financeira para negociar diretamente com a categoria. Em audiência com representantes dos professores, a Secretaria Estadual de Administração propôs aumento de 5,5% e condição especial de trabalho de R$ 100,00 para professores 20 horas/aula e de 200 reais para professores 40 horas/aula e Dedicação Exclusiva, enquanto não houvesse a revisão do Plano de Carreira, que prevê um aumento em forma de cascata para os professores. Ou seja, da forma que se encontra o PCCS, se for dado um aumento de R$ 1.733 para o professor em início de carreira, reivindicado pela ADCESP, o docente em final de carreira ganharia R$ 23 mil, o que gera uma discrepância salarial entre as classes.
Fonte: CCOM