Educação

TJ concede progressão de pena a acusados da Chacina da Meruóca

Piauí Hoje

Teresinha

15 de maio de 2008 às 03:05


O Tribunal de Justiça, através da 2a Câmara Criminal, negou ontem a nulidade do processo que apurou a "Chacina da Meruoca", desde a sentença de pronúncia, conforme pedido da defesa através de um recurso de apelação, mas concedeu a progressão de regime dos acusados que se encontram presos desde a data do crime - 17 de janeiro de 1999 - em unidades da Polícia Militar e em estabelecimentos penais do Estado e agora terão o direito de ficar em liberdade se recolhendo apenas aos finais de semana.Alegando a duplicidade de qualiicadoras (fútil e torpe) na sentença de pronúncia, os advogados Marcus Vinicius Brito, Ezequiel Miranda Dias e Leôncio Coelho interpuseram um recurso de apelação solicitando que o processo fosse nulo a partir da sentença de pronúncia e que os acusados fossem levados a novo julgamento pelo Tribunal Popular do Júri, mas o Tribunal de Justiça concedeu apenas a progressão de regime.Na chacina foram mortos os empresários a tiros Wanderley Correia da Silva, Luís Paulo Cronemberg, Aires José da Silva e o motorista Manoel Pereira de Sousa. Eles teriam sido confundidos com integrantes de uma quadrilha que dois dias antes teriam assaltado a agência do Banco do Brasil, em Altos. As vítimas estavam participando de uma caçada.Os acusados foram os policiais militares Paulo César, Gilvan Barbosa, Lincoln Abraão e Renato Gomes, além do policial civil Raimundo Mesquita, todos integrantes dos extintos grupos de elites COE e Comando Corisco, que foram condenados a penas que variaram de 63 a 84 anos de reclusão e desde aquela época os militares estão recolhidos em unidades da Polícia Militar e Civil em estabelecimentos penais do Estado, sendo que o civil foi expulso da corporação.A sessão aconteceu ontem, já por volta das 11 horas e foi presidida pela desembargadora Eulália Maria Pinheiro Ribeiro Gonçalves e teve como membros os desembargadores Valério Neto Chaves e Ozires Melo. O promotor Ozaias Matos representou o Ministério Público.Segundo o advogado Marcus Vinicius, ele irá esperar a publicação do acórdão para solicitar o cumprimento da decisão, ou seja, para que os militares e o policial civil Raimundo Mesquita sejam liberados das unidades onde estão recolhidos para passar a semana com suas famílias e o final de semana recolhidos.

Fonte: Diariodopovo



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