A APPM (Associação Piauiense de Municípios) denunciou, na última terça-feira (03), os cortes que estão sendo realizados pela Eletrobrás nas prefeituras do Piauí, afirmando a possibilidade de cortes incluindo órgãos de funcionamento essencial, como saúde (hospitais e postos) e educação(escolas). O diretor da Eletrobrás no Piauí, José Salan, disse em entrevista no Programa Agora da TV Meio Norte, que não é de interesse da empresa constrangir e denegrir a imagem de nenhuma prefeitura ou gestor, e sim, tentar regularizar junto a esses órgãos a sua situação de débito com a Eletrobrás.Segundo ele, os prefeitos estão demonstrando uma certa resistência em pagar as contas em atraso, causando um clima nada amigável entre as duas partes. " Não estamos desligando órgãos de funcionamento essencial, mas somente a parte administrativa das prefeituras. Cabe aos prefeitos informarem à Eletrobrás sobre as contas que realmente pertencem às suas prefeituras, pois quando um gestor assume o cargo, deve se responsabilizar pelos ônus deixados por gestores anteriores. O que está em jogo é a situação do município e não a situação pessoal", disse Salan.Para o diretor da Eletrobrás, a população acaba pagando o pacto no momento em que os prefeitos não pagam as contas em dias. "O imposto não retorna aos municípios e à população", afirmou. Ele ainda informou que o Tribunal de Contas do Estado solicitou a relação das prefeituras inadimplentes, que no total somam 111 na lista. "Estamos prontos para receber os prefeitos e fazer as negociações", finalizou.
Fonte: TVMN