O Tribunal de Justiça do Pará julga hoje (30) o fazendeiro Regivaldo Galvão (Taradão), um dos acusados de participar da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang. Ele é o único dos réus do processo que ainda não foi levado a júri popular.A missionária foi morta em fevereiro de 2005 em Anapú (PA). Quem sustentará a tese de homicídio doloso qualificado será o promotor de Justiça Edson Souza, que atuará em conjunto com os advogados Otton Fon Filho e João Batista Gonçalves Afonso, representando entidades de direitos humanos. A defesa ficará a cargo do advogado Jânio Siqueira.O diretor da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República Fernando Matos vai acompanhar o julgamento. CovardiaA Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros - um na cabeça e cinco ao redor do corpo aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, à 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Pará.Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou "eis a minha arma!" e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns trechos deste livro para aquele que logo em seguida atiraria covardemente na missionária, pelas costas.
Fonte: Agência Brasil