Educação

Senado gastou R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 servidores em

Piauí Hoje

Teresinha

11 de março de 2009 às 03:03


O presidente do Senado, José Sarney, considerou "um absurdo" o pagamento de hora extra a funcionários da Casa no mês de janeiro, quando não houve sessão plenária. O 1º secretário da MEsa Diretora doS enado, Heraclito Fortes, avisou que o servidor que recebeu diária irregularmente terá que devolver o valor recebido.O jornal Folha de S.Paulo denunciou que o Senado gastou R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 servidores. - Eu acho um absurdo. Não acho correto não, eu acho um absurdo. Eu acho que realmente tem que se verificar o que aconteceu, por que isso ocorreu... - O senhor acha que isso pode ser suspenso?, questionaram os jornalistas. - Eu acho que sim. Eu acho que o caminho normal seria a suspensão. Mas eu não quero entrar em atribuições que não são minhas, porque aqui nós temos atribuições delimitadas. É muito cheio de suscetibilidades. São as atribuições de cada um, isso não é competência minha.Nessa entrevista, Sarney disse que, desde que assumiu a Presidência do Senado, cortes de gastos estão sendo efetivamente realizados. Ele informou que, mensalmente, oferecerá à imprensa um balanço das economias que estão sendo realizadas e sustentou: "nós estamos vivendo aqui um regime de austeridade".Lembrado de que R$ 6,2 milhões é uma cifra muito alta para o pagamento de horas extras, ele respondeu:- Eu acho que a parte de pessoal é uma parte que não está afeta ao corte de gastos, é uma parte sobre a qual não temos autoridade. São pagamentos fixos, mas, nesse caso de horas extras, é um caso a se examinar como uma coisa que não está dentro da normalidade. Eu acho que o primeiro secretário vai fazer isso.- Presidente, como virar esse jogo, como retomar os trabalhos da Casa?- Os trabalhos já foram retomados. Não temos mais nenhuma indicação de autoridade para votar; votamos todas as autoridades. Apenas a pauta está obstruída agora por medidas provisórias . Esse é um problema que não é nosso, é um problema que temos que resolver, e ontem foi o problema dominante na conversa dos presidentes do Senado e da Câmara [Michel Temer] com o presidente da República- O que o senhor pretende fazer para melhorar a imagem do Parlamento?- Isso é uma coisa que leva tempo e não é só no Brasil. A democracia representativa entrou em crise no mundo inteiro, porque hoje estamos quase que num processo de democracia direta. As pessoas, cada uma delas, a mídia em tempo real, tudo se modificou. Temos a sociedade civil muito atuante, a opinião pública como novo interlocutor da sociedade democrática. E evidentemente que não é só no Brasil. Vivemos uma crise mundial da democracia representativa e evidentemente se terá que encontrar um rumo, mas não é do dia para a noite que essas coisas se movimentam. Precisamos de tempo- O senhor está preocupado com a quantidade de grampos clandestinos?- Nós [na conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] não entramos em fatos circunstanciais. O presidente nos convocou no sentido de uma agenda comum que fosse feita em harmonia entre a Câmara e o Senado. Eu, com Temer, colocamos que o primeiro item dessa agenda devem ser as medidas provisórias, quem obstruem e tumultuam a vida do Congresso. O presidente demonstrou muito boa vontade e está de acordo em que se esgotou o prazo de vigência desse modelo. Ele se dispõe a colocar o Poder Executivo também a trabalhar conosco, o que acho um grande avanço.

Fonte: Agência Senado



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