O sargento da Polícia Militar Diolindo Amorim de Oliveira, que se encontra preso no 1º Batalhão, no bairro Ilhotas, como acusado de autoria do assassinato do professor e oficial de justiça Sebastião Retrão de Oliveira, 55 anos, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 8, próximo, conforme pauta elaborada pela 2ª Vara do Júri. O crime aconteceu quando a vítima retornava em companhia da esposa e do acusado de uma comemoração em seu sítio localizado na rodovia PI-112, que liga Teresina a União. Nas proximidades do bairro Socopo, na zona Leste de Teresina, o sargento teria sacado de sua arma e atirado na cabeça de "Retrão" que ainda foi socorrido por populares e levado para o Hospital de Urgência de Teresina - HUT, onde morreu quando recebia os primeiros cuidados médicos. O sargento Amorim foi preso na mesma noite do crime e após ser autuado na Central de Flagrantes, foi conduzido para o quartel do 1º BPM, onde está recolhido por determinação judicial. Segundo o advogado Daniel Oliveira, que defende o acusado, o sargento Amorim afirmou que não atirou no professor e oficial de justiça e se diz inocente ao explicar que houve um disparo de sua arma após Retrão ter sofrido um acidente no carro. A esposa de Retrão, Francisca Alexandrina da Silva Santos Retrão, que estava no dia, no entanto, diz não é essa a verdade. Em seu depoimento ela disse que o sargento queria porque queria parar o carro quando os três, dentro do carro de Retrão, saiam de uma festa de confraternização. Retrão disse que não ia parar e eles começaram a discutir. Dona Francisca disse que Amorim puxou a arma atirou na cabeça de Retrão e depois teve o acidente. Os sobreviventes tiveram ferimentos leves.
Fonte: Da redação