A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira, a Operação Hígia, que visa desarticular uma quadrilha suspeita de desvios de verbas públicas, por meio de fraude a processos licitatórios. Segundo informações do site "Tribuna do Norte", o filho da governadora do Rio Grande do Norte, o assessor parlamentar Lauro Maia, foi preso na operação.Cerca de 190 policiais participam da ação e cumprem, desde as primeiras horas do dia, 13 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e Paraíba. A PF não informou, até o momento, quantas pessoas já foram detidas.A quadrilha promovia o desvio de verbas públicas, principalmente na área da saúde, por meio de contratos mantidos com empresas dos dois Estados. Os contratos eram celebrados e prorrogados mediante o pagamento a servidores públicos. A quadrilha era investigada desde 2005.O pagamento das faturas mensais dos contratos feitos de forma ilícita equivale a R$ 2,4 milhões ao mês. Os valores dos contratos fraudados chegam à soma de mais de R$ 36 milhões, em todo o período investigado.Os presos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, peculato, corrupção, prevaricação, tráfico de influência, fraude à licitação, dispensa indevida de licitação, patrocínio de interesse privado e prorrogação contratual indevida. As penas cominadas isoladamente variam de 3 meses a 12 anos de reclusão.PeixãoO filho da governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, o empresário Lauro Maia, foi preso no início da manhã no bairro Lagoa Nova, zona sul de Natal, na Operação Limpeza, realizada pela Polícia Federal. Ele é acusado de integrar uma quadrilha especializada em fraudar processos licitatórios. A assessoria de comunicação do governo do Estado, que responde pela governadora, informou que ela ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A operação também ocorre na Paraíba, onde a PF cumpre um mandado de prisão e dois de busca de apreensão.A mãeO procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, José Alves da Silva, ajuizou em 2007 uma ação civil pública contra a governadora do estado, Wilma Faria (PSB) por improbidade administrativa. A ação diz respeito a irregularidades que teriam sido cometidas na propaganda institucional do governo do estado entre 2003 e 2006. O procurador pede a devolução de R$ 6 milhões aos cofres públicos por enteder que a publicidade do governo teve caráter político eleitoral. Wilma de Faria foi reeleita para o cargo nas eleições de outubro com 52,38% dos votos.
Fonte: Último Segundo