A Polícia Rodoviária Federal no Piauí receberá, ainda este mês, vários itilômetros para reforçar as operações nas estradas federais no Estado com o objetivo de combater a direção perigosa através de motoristas embriagados. Os aparelhos se juntarão aos demais já existentes e a precisão é de que sejam feitos o dobro dos 11.457 teste de embriguês realizados nas BRs em todo o Piauí de 10 de março deste ano até o início deste mês. Segundo a inspetora Sylmara Bentp, chefe do Departamento de Comunicação Social da PRF no Piauí, entre os meses de junho de 2008 quando foi promulgada a Lei Seca a junho deste ano, a PRF autuou 337 motoristas por dirigirem alcoolizados e mandou outros 183 para a cadeia pelo menos motivo.A Polícia explicou que a partir de 0,29mg/l de ar expelido o teste já considera que o condutor se encontra embriagado e quando isto acontece, ele é autuado em flagrante e encaminhado a uma das penitenciárias do Estado. Abaixo deste valor, o policial deve apenas autuar o infrator em flagrante.Mais da metade das autuações e cerca de dois terços das prisões foram realizados somente a partir de março quando a PRF recebeu novos etilômetros. Mas, apesar dos dados mostrarem como os motoristas piauienses conduzem os veículos perigosamente nas estradas federais, Sylmara afirma que a situação está melhorando. Segundo ela, quando os exames começaram a ser feitos para cada seis motoristas submetidos ao teste com o aparelho, um deles apresentava sinais de álcool do sangue. Atualmente este número caiu para um caso a cada 40 motorista que faz o teste.Os números nacionais mostram que durante o mesmo período da promulgação da Lei Seca até junho deste ano, mais de 320 mil motoristas foram parados nas estradas federais e fizeram o teste. Deste total, 13 mil foram autuados e outros 9 mil motoristas foram encaminhados para as penitenciárias espalhadas pelo País.A inspetora faz questão de lembrar que estes números dizem respeito apenas as rodovias federais. As operações para flagrar motoristas alcoolizados nas zonas urbanas das cidades, salvos aquelas vias que são prolongamentos das BRs, fica a cargo dos batalhões de trânsito, Detrans e superintendências municipais. Em Teresina estas operações ainda são muito tímidas e por enquanto apenas o Detran ainda andou parando alguns motoristas. A Strans e a Companhia de Policiamento de Transito, ainda estão fora. Esta última, por sinal, prefere fazer blitzen diárias nas rodovias municipais de acesso a Capital, onde inclusive, algumas denúncias tentativa de corrupção já chegaram aos meios de comunicação.
Fonte: Da redação