Os presos recolhidos na cadeia pública de Simões, a 440 quilômetros ao sul de Teresina, sob o comando do homicída e estuprador Paulo Lopes de Carvalho, o "Paulo de Enedina", realizaram na manhã de ontem um motim e só foram contidos com reforço de policiais oriundo dos municípios vizinhos.O fato foi comunicado na manhã de ontem ao delegado Evaldo Farias, Gerente de Policiamento do Interior - GPI pelo sargento da Polícia Militar, Ananias da Silva, que responde pela delegacia local, assegurando que tudo começou quando os policiais foram servir o café para os detentos, oportunidade em que "Paulo de Enedina" passou a fazer ameaças aos policiais e no momento em que foi repreendido se revoltou e insuflou os colegas de cela - José Arimatéia Tavares dos Santos, Daniel Francisco de Sousa e Odair Francisco de Carvalho - a iniciar a manifestação.Segundo o comunicado, os presos tentaram colocar fogo nos seus pertences e passaram a agredir os policiais que ali estavam de serviço com o objetivo de empreender fuga.Ao ser informado do caso, o delegado geral da Polícia Civil, James Guerra manteve contato telefônico o com sargento Ananias e determinou que policiais lotados no município de Caridade do Piauí (cidade mais próxima) fossem deslocados para a cidade e lá tiveram que usar a força para conter os detentos.Logo após a motim, o sargento Ananias da Silva enviou ofício ao juiz daquela comarca informando o acontecido e solicitando autorização para transferência dos detentos para um outro estabelecimento prisional que ofereça maiores e melhores condições de segurança, pois os presos que lideraram o movimento são considerados de alta periculosidade e a cadeia pública daquele município não conta com estruturas físicas e nem de contingente policial suficiente para segurá-los.Baseado nas informações que lhes foram passadas pelo sargento Ananias da Silva, o delegado geral James Guerra irá manter contatos com o juiz da comarca de Simões reforçando o pedido feito pelo militar no sentido de conseguir a transferência dos presos para a Penitenciária de Picos, considerada de segurança máxima na região para evitar problemas futuros.
Fonte: DP