Educação

Presos africanos acusados de aplicar golpe

Piauí Hoje

Teresinha

26 de março de 2008 às 03:03


Acusados de envolvimento em uma quadrilha internacional especializada em lesar empresários e profissionais liberais aplicando o conhecido "Golpe do Dinheiro Preto", os africanos Jean Paul Lukaba, Obinna Nworkike, Bayen Chie Mokusmi e Charles Makangai Steave foram presos ontem por policiais lotados na delegacia do 2o Distrito, no bairro Primavera e depois de algumas investigações foram transferidos para a sede da Polícia Federal, onde será feito um completo levantamento das vidas pregressas dos mesmos.Segundo informações prestadas por Fred Maia, chefe de investigações daquela distrital, ele tinha conhecimento da aplicação do golpe em várias cidades brasileiras, assegurando que em 2006, parte do grupo esteve em Teresina e lesou vários empresários chegando a levar cerca de R$ 4 milhões. Na época eles foram presos em São Paulo e no Rio de Janeiro.Há cerca de 10 dias, ele (Fred Maia) tomou conhecimento de que os acusados estavam em Teresina e que haviam alugado uma casa no bairro Lourival Parente e que alguns estavam hospedados em um hotel na zona centro de Teresina.Ontem, pela manhã, Fred Maia e sua equipe resolveram abordar e os quatro acusados foram presos e com eles apreendidos notas de reais, dólares e alguns produtos químicos que supostamente seriam usados na aplicação do golpe.Levados para a delegacia, eles negaram qualquer envolvimento com a quadrilha, mas como alguns deles estavam em situação irregular no país, o fato foi comunicado ao secretário Robert Rios, Secretário de Segurança, que também é delegado da Polícia Federal e recomendou que os mesmos fossem encaminhados para a Polícia Federal.Em conversa com a reportagem do Diário do Povo, Jean Paul afirmou que o grupo está no Brasil para trabalhar, inclusive, dois deles são pedreiros e que não tem conhecimento do envolvimento de nenhum deles com atos ilícitos e sempre perguntava o motivo da prisão.GOLPE - Segundo os policiais que estão trabalhando no caso, eles se apresentam como empresários africanos e um deles como integrante da guarda nacional de Cabo Verde e terminam convencendo empresários e profissionais liberais a trocar notas de reais por dólares, só que a grande maioria das notas são apenas pedaços de filmes fotográficos cortados no tamanho de cédulas.Em 2006, a polícia chegou a apreender vários pedaços de filmes usados no golpe e produtos químicos usados na sua suposta transformação e que agora foram apresentados aos acusados de envolvimento no grupo para que fosse feito o reconhecimento do produto.

Fonte: Diariodopovo



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