Educação

Preso tarado que violentou a filha por 30 anos

Piauí Hoje

Teresinha

17 de setembro de 2009 às 03:09


A polícia australiana anunciou a prisão de um homem acusado de manter a filha em cativeiro por 30 anos e de ter tido filhos com ela, informa o jornal "Herald Sun" nesta quinta-feira (17).O caso, que ocorreu na cidade de Melbourne, lembra o do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha trancada por 24 anos e a estuprava de maneira reiterada, uma relação incestuosa que gerou sete filhos.O homem, que atualmente tem por volta de 60 anos, começou a violentar a filha quando ela tinha apenas 11 anos, afirma o jornal.Segundo a publicação, a esposa do suspeito negou ter conhecimento dos estupros e disse que abriu um processo judicial depois que recebeu os resultados dos exames de DNA que provaram que o marido era o pai dos filhos da própria filha.A polícia do estado de Victoria se recusou a comentar o caso, já que uma decisão judicial determinou o sigilo das investigações e a não divulgação da identidade dos suspeitos.O primeiro-ministro de Victoria, John Brumby, prometeu uma investigação para determinar como um caso de tamanha amplitude passou inadvertido pelas autoridades. Segundo o Herald Sun, as quatro crianças nascidas do incesto tinham deformações e os partos foram realizados em hospitais de Melbourne, a capital de Victoria. Uma delas, uma menina, faleceu por problemas de saúde.Quebra de silêncioJosef Fritzl, de 73 anos, quebrou o silêncio e deu a sua primeira entrevista após ser punido com prisão perpétua no último dia 19 de março pelos crimes de estupro, incesto, coação grave, privação de liberdade e homicídio por negligência (omissão de socorro) de um dos sete filhos que teve com a própria filha, Elisabeth, a quem ele manteve preso durante 24 anos em um porão de sua casa, na cidade de Amstetten.Fritzl afirmou que resolveu mudar o rumo do julgamento após ver a filha no tribunal. Inicialmente, no primeiro dia de julgamento, o austríaco admitia estupro e incesto, mas negava o assassinato de um dos \'filhos-netos\'."Tive estranhos sentimentos, que são difíceis de descrever, mas quando ela estava lá (na corte) eu só posso dizer que eu senti algo diferente sabendo que ela estava próxima de mim. Depois de tudo, a única coisa que eu quero é a punição mais severa. Até o fim", afirmou ele para a revista austríaca "News". "Quando fui informado de que ela estava lá, na mesma sala, eu olhei para o auditório e a vi... Eu fiquei envergonhado."

Fonte: G1



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