Quando a Comissão do Crime Organizado no Piaui (CICO) se deslocava para Teresina, recambiando os mandantes do assassinato do ex-segurança Assis, do médico Antônio Lisboa, o enteado da vítima, de nome Everardo (que seguia em companhia da mãe, Monisse, e do amigo Chico Chagas, todos presos), resolveu contar tudo e entregar o pistoleiro que executou o crime. Os membros da CICO já se encontravam na região de Esperantina, quando foram surpreendidos pela confissão do enteado Everardo. Ele contou aos policiais que, primeiramente, juntamente com a mãe Monisse, tentou contratar um pistoleiro no Maranhão para executar o crime. O pistoleiro terminou desistindo da empreeitada. Ai então contrataram um pistoleiro de Mato Grosso, que se encontrava na cidade de Luzilândia há bastante tempo, mas nunca foi descoberto pelas autoridades. Disse que lhe pagaram 15 mil reais para a executar o ex-segurança. Os policiais então resolveram voltar para Luzilândia e acabaram prendendo o pistoleiro (nome está sendo mantido em segredo para não atrapalhar investigações, segundo a CICO), que já prestou depoimento e acabou por confessar o crime e mais outros delitos praticados na região. No depoimento, o pistoleiro "entregou" toda a bandidagem que vinha ocorrendo na cidade e região. A polícia já tem as pistas dos vários crimes praticados e os nomes de executores e mandantes. A cidade, neste momento, está vivendo um clima muito tenso, de verdadeira intranquilidade, porque a polícia mantém silêncio para não atrapalhar as investigações, que podem resultar em mais prisões. A confissão do pistoleiro poderá desvendar muitos crimes e entregar o serviço de vários criminosos. Não se sabe ainda se há gente da elite envolvida em algum assassinato ou assaltos e/ou arrombamentos.
Fonte: Redação do Piaui Hoje