Cerca de 30 mil policiais militares no País voltarão ao policiamento ostensivo nas ruas com a instituição da Polícia Penal Brasileira. A implantação deste novo modelo de polícia foi a principal vitoria dos trabalhadores durante a realização da 1ª Conferencia Nacional de Segurança Pública (Conseg) em Brasília, no período de 27 a 30 de agosto. A criação da Polícia Penal, foi a mais votadas entre todas as diretrizes apresentadas, inclusive com muitos piauiense. Com o retorno deles às ruas a tendência é de que a violência seja reduzida.A proposta é defendida há mais de 20 anos pelo presidente do Sinpoljuspi Jacinto Teles Coutinho, diretor jurídico da Cobrapol e uma das lideranças que participaram da Conseg. Teles esteve em todos os debates junto aos trabalhadores da Policia Civil e do Sistema Penitenciário, especialmente nas reuniões setoriais realizadas pela Cobrapol e pela Coordenação Nacional dos Agentes Penitenciários. A diretriz da Polícia Penal teve 1.095 votos e foi a mais votada entre as 40 escolhidas pelos congressistas, após uma ampla e intensa discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional(PEC) 308/04, que estabelece a Polícia Penal no Sistema Penitenciário Brasileiro cujo texto é o seguinte: "manter no sistema prisional um quadro de servidores penitenciários efetivos, sendo especifica a eles a sua gestão, observando a proporcionalidade de servidores penitenciários em policiais penais. Para isto: aprovar e implementar a Proposta de Emenda Constitucional 308/2004; garantir atendimentos médico, psicológico e social ao servidor; implementar escolas de capacitação.No Piauí a população ganhará o reforço de no mínimo três mil policiais militares com a aprovação da PEC. Esse pessoal, que significa quase a metade do contingente da PM-PI não virá de novos concursos, mas será retirado de presídios onde fazem a segurança externa e de outros lugares, como as delegacias de Polícia do interior, onde cerca de 90% das pessoas que respondem hoje pelo cargo de delegado, são PMs colocados lá por critérios políticos, mesmo eles não estando preparados para o desempenho da função.Também foi aprovada a criação e implementação da Carreira única para os profissionais de Segurança, desmilitarizada com formação acadêmica superior e especialização com plano de cargos e salários em nível nacional.
Fonte: Assessoria