Educação

Piauienses são as que menos denunciam a violência

Piauí Hoje

Teresinha

13 de janeiro de 2009 às 02:01


As mulheres do Distrito Federal são as que mais entraram em contato com a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, no país. O serviço 24h ligado às Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres registrou 8.665 ligações do DF durante todo o ano de 2008. Proporcionalmente é a unidade da federação com maior número de registro: são 351,9 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Em segundo lugar está São Paulo (220,8), com Goiás em terceiro (162,8). Amazonas (42,1) e Piauí (31,1) aparecem nas últimas posições.O levantamento do perfil de quem procura o 180 foi divulgado pela secretaria ontem (12/01). Segundo o balanço, a maior parte das mulheres que entrou em contato com o serviço é negra, mais de 30% delas, é casada (24,8%) e tem entre 20 e 40 anos (53,2%). A secretaria divulgou, também, que 33,3% destas mulheres só cursaram todo o ensino fundamental.De acordo com a subsecretária de Política para as Mulheres, Aparecida Gonçalves, o Ligue180 é usado para busca de informações, reclamações e também para denunciar violências sofridas. Para ela, a posição do DF com o maior número de denunciantes não significa que há mais casos de violência na região. "As mulheres daqui têm acesso a mais informações. O grande número de denunciantes com relação a outros estados está mais ligado a essa informação do que à frequência das violências sofridas", avalia. Gonçalves ressalta que não é possível dizer em qual estado a mulher está mais sujeita à agressões e outros tipos de abusos.Em casaMais de 83% das ligações atendidas no 180 são para relatar violência doméstica e familiar. Essas mulheres, segundo Gonçalves, são orientadas a procurar a Delegacia da Mulher, uma delegacia comum ou mesmo chamar a polícia pelo telefone 190. "Não temos condições de registrar e investigar essas denúncias, então orientamos essas mulheres", explica.Das violências registradas, 52,5% são de lesão corporal leve e 26,5% de ameaça. A maior parte delas ocorre diariamente e é cometida pelo cônjuge, normalmente alcoolizado. Das mulheres que sofrem com as ameaças e agressões, 47,7% não são dependentes financeiramente do agressor e 91,9% vivem na área urbana.

Fonte: Correioweb



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