Educação

Pai e madrasta de Isabella são os principais suspeitos da morte da men

Piauí Hoje

Teresinha

16 de abril de 2008 às 03:04


SÃO PAULO - Laudos elaborados por peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo e legistas do Instituto Médico-Legal, além de depoimentos de dois vizinhos de prédio de Alexandre Alves Nardoni, 29 anos, e Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, tornam ainda mais grave a situação do casal.Pai e madrasta de Isabella Nardoni, 5, eles são os principais suspeitos pela morte da menina - asfixiada e jogada pela janela do apartamento de Nardoni, no sexto andar do edifício London, Zona Norte de São Paulo, dia 29. Um relatório do inquérito policial foi concluído após reunião de duas horas de delegados.Os documentos da perícia afirmam que não havia uma terceira pessoa na cena do crime, que a gota de sangue encontrada na bermuda de Alexandre é de Isabella e que a roupa dele tinha resíduos de tela de proteção da janela, por onde a menina foi jogada.Os vizinhos dizem que ouviram violenta discussão do casal momentos antes de ela ser atirada. Segundo eles, Anna Carolina parecia descontrolada e não parava de gritar palavrões. As afirmações contradizem a versão apresentada pelo casal suspeito à polícia.De acordo com o site do jornal \'Folha de São Paulo\', a Polícia Civil e o Ministério Público não têm mais dúvidas de que Isabella foi morta por Alexandre e Anna Carolina. Os delegados e investigadores do 9º DP (Carandiru), responsáveis pela investigação, estariam convictos de que o pai de Isabella jogou a filha pela janela de seu apartamento depois que Anna Carolina tentou asfixiá-la.A hipótese levantada por peritos e investigadores, segundo essa versão, é de que as agressões sofridas por Isabella teriam feito com que ela desfalecesse. O casal teria acreditado que ela estaria morta. Na seqüência, o pai teria jogado a filha pela janela e simulado a invasão de seu apartamento por um ladrão. A publicação on-line afirma ainda que a prisão preventiva do casal seria pedida a qualquer momento à Justiça de São Paulo.DISCUSSÃO OUVIDALocalizado pelo \'Jornal Nacional\', da Rede Globo, um casal de vizinhos que testemunhou a briga de Alexandre e Anna Carolina confirmou que vai repetir em juízo todas as informações já prestadas à polícia.Segundo eles, enquanto Anna Carolina parecia descontrolada, quase não se ouvia a voz de Alexandre. Minutos após o fim da discussão, quando os vizinhos já se preparam para dormir, eles ouviram uma voz gritando: "Jogaram a Isabella do 6º andar"."A minha primeira reação foi levantar da cama e puxar a janela. Conforme eu puxei a janela, eu já vi de frente para mim a moça que depois eu vim a saber que era a madrasta. Ela gritava muito, falando os mesmos palavrões que nós havíamos escutado (vindo) do interior do apartamento" disse a vizinha.Os vizinhos chamaram socorro e correram para a portaria do prédio de Alexandre. Lá ouviram do pai de Isabella que ele havia visto o homem que teria jogada sua filha pela janela. Essa afirmação contradiz o depoimento de Alexandre à polícia, quando afirmou que não viu o suposto assassino de sua filha.Ainda segundo afirmaram as testemunhas, Anna Carolina continuava descontrolada depois de descer para portaria, passando a xingar os vizinhos e responsabilizando-os pela falta de segurança no local.DEPRESSÃO PÓS-PARTO E REMÉDIOVizinha da família Nardoni revelou ontem que Anna Carolina sofreu de depressão pós-parto após o nascimento de seu segundo filho - hoje, com 11 meses. A madrasta de Isabella não teria tomado o remédio prescrito pelo médico. A moradora do edifício London que revelou a doença de Anna Carolina também tem um filho pequeno e afirmou que conversou com ela sobre o assunto dias antes da morte da menina.Nos depoimentos prestados por Anna Carolina e Alexandre à polícia, eles confirmam ter comprado parte da medicação - um calmante. A madrasta de Isabella, no entanto, disse que não chegou a tomar o remédio. O pai da menina destacou ainda que o choro do filho menor impedia sua mulher de dormir à noite e que, segundo ele, Anna Carolina estava "passando por uma fase difícil".Ainda de acordo com as informações dadas por Alexandre à polícia, um dos remédios receitados a sua mulher se chamava \'Lexopran\'. Não existe, no entanto, registro desse medicamento no banco de dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É provável que Alexandre estivesse se referindo ao Lexapro, indicado para tratar depressão e transtornos do pânico e de ansiedade, segundo a Anvisa. Outro remédio de denominação parecida é o Lexotan, tranqüilizante indicado para ansiedade e agitação associadas a problemas psiquiátricos, como transtornos do humor e esquizofrenia.Anna Carolina confirmou que procurou um clínico-geral, pois estava muito "chorosa". Ela não soube precisar à polícia os nomes dos remédios prescritos.

Fonte: O DIA Online



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