A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul indiciou o pai do milionário da Mega-sena, Francisco Serafim de Barros. Além dele, outras cinco pessoas também vão responder por formação de quadrilha e bando armado. No relatório o delegado aponta o empresário como a pessoa que planejou e contratou pistoleiros para localizar o filho, o ganhador de R$ 28 milhões na Mega-sena, em Campo Grande.Em entrevista à TV Centro América , Francisco Serafim de Barros negou acusação de tentar matar o filho e disse que a família estava sendo ameaçada pelo rapaz. Sobre o prêmio da loteria , afirmou que foi tudo devolvido para o filho. Ele guarda toda a documentação do patrimonio acumulado com o prêmio da Mega-sena, além do cartão premiado com a assinatura do filho, autorizando o pai a sacar o dinheiro.No dossiê montado pelo empresário estão as escrituras das propriedades compradas e também os boletins de ocorrência das primeiros desentendimentos. O pai do milionário da Mega-sena disse que a família estava sendo recebendo ameças do rapaz.Ricardo Monteiro, advogado de Fábio Barros, disse que o rapaz nega ter feito ameaças ao pai. Apesar de Francisco Serafim de Barros ter negado que tenha tramado a morte do filho, ele admitiu conhecer um dos homens que foram presos pela Polícia Civil. O homem que ele admite conhecer foi a pessoa, segundo a polícia, que teria contratado os supostos pistoleiros. De acordo com a polícia o rapaz só não foi assassinado por que não estava na cidade.A polícia descobriu o esquema para assassinar o empresário Fábio Leão Barros em Mato Grosso do Sul quando um veículo com duas pessoas foi parado na BR-163. Os dois ocupantes do veículo estavam armados e foram encaminhados à delegacia para interrogatório.Os policiais teriam desconfiado dos dois homens presos em uma barreira da polícia quando viram uma foto de uma mulher. Os dois disseram tratar-se de uma parente, mas um escrivão da Polícia Civil que passava pelo local era amigo da família e reconheceu na foto a esposa de Fábio Barros. Eles então ligaram para ela e descobriram que ela não tinha nenhuma relação com os homens presos encontrados com armas na barreira da polícia.Outro fato que levantou mais suspeita quanto a um caso de possível pistolagem foi quando uma batalhão de advogados surgiram na delegacia onde os dois homens estavam presos. Aparentemente, os dois eram pessoas simples e aqueles advogados tão preocupados com a defesa deles levantou grande desconfiança do delegado.Após algumas horas de interrogatório, um dos dois confessou tratar-se de um crime encomendado. A polícia chegou então até ao empresário mato-grossense, Francisco Serafim Barros e seu filho mais novo, Fabiano Leão.De acordo com a polícia de Mato Grosso do Sul, que comanda as investigações, não há dúvidas de que Fábio Barros seria assassinado. O delegado Ivan Barreira disse que os pistoleiros só não mataram Fábio no dia em que estiveram em Campo Grande porque ele estava fora da cidade.Um dos homens presos que confessou o esquema de pistolagem é José Gonçalves de Morais, o Zé Gordo. Zé Gordo disse que recebeu o dinheiro para executar o crime de Francisco Serafim Barros. Gordo ainda disse que repassou o dinheiro a outro pistoleiro.
Fonte: Agências