Os estragos provocados pelo ciclone extratropical que atinge o Rio Grande do Sul há alguns dias já deixaram 22,5 mil pessoas desalojadas. Outras 1.600 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos municipais. O maior número de vítimas é de moradores da região metropolitana de Porto Alegre. Duas rodovias permanecem interditadas e milhares de pessoas continuam sem energia elétrica. Conforme a Defesa Civil Estadual, entre os desalojados, a maioria 20 mil mora na região metropolitana de Porto Alegre. Outros 1.500 moram na capital e 1.000, no litoral. Entre os desabrigados a situação também é pior na região metropolitana. Lá, 1.000 perderam suas casas na capital foram 300 e no litoral também. Arte Folha Municípios de Santo Antônio da Patrulha e Caraá vão decretar situação de emergência Na manhã de ontem (3), a Defesa Civil registrou a morte de uma mulher que foi encontrada com hipotermia dentro da casa, que estava alagada. O caso, no entanto, não é tratado pela Defesa Civil como decorrência das chuvas. Outros casos de morte são investigados para determinar se foram provocadas pelas chuvas ou não. Energia Na noite de ontem (3), cerca de 247 mil pessoas estavam sem energia elétrica, no Estado. Na manhã deste domingo, dos 247 mil, ao menos 150 mil continuavam às escuras esse número pode aumentar, no entanto, porque a RGE (Rio Grande Energia), que atende cerca de 52 mil pessoas, não confirmou a situação atual. Conforme a concessionária AES Sul, das 40 mil unidades consumidoras apagadas ontem, na região metropolitana, cerca de 15 mil continuavam com problemas, na manhã deste domingo. O número equivalente a aproximadamente 45 mil pessoas. Segundo a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), das 25 mil unidades apagadas ontem, 20 mil permanecem desligadas. O número equivale a cerca de 60 mil pessoas. De acordo com as três empresas, todos os desligamentos são frutos de problemas pequenos causados pelo mau tempo, como rompimento de cabos e quedas de árvores. Como existem muitas ocorrências pendentes, o conserto demora. Rodovias Desde as 23h30 de ontem, o tráfego na RS-486 que liga o litoral à região serrana do Rio Grande do Sul está totalmente bloqueado na altura do km 2,8, região de Itati. O problema começou com um deslizamento de pedras e se agravou com uma queda de barreira ocorrida na madrugada. Equipes trabalham na limpeza da via, mas não há previsão para liberação. Na BR-101, o trânsito na pista sentido Santa Catarina também está bloqueado no km 40, desde o final da tarde de ontem, devido ao transbordamento do rio Três Forquilhas de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a água subiu um metro e meio acima da ponte, na região da cidade de Torres, impedindo o tráfego de carros e caminhões. Para amenizar o impacto causado pelo bloqueio na estrada federal, o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) liberou excepcionalmente o fluxo de carga pesada na RS-389, a Estrada do Mar, entre Torres e Capão da Canoa. Santa Catarina Em Santa Catarina, os temporais também provocaram alagamentos. Na cidade de Ermo, o rio subiu cerca de 1,5 metro e atingiu casas. Por volta das 3h deste domingo, os moradores começaram a ser resgatados por barcos dos bombeiros. Os rios Araranguá e Mampituba, na divisa entre os dois Estados, também transbordaram e afetaram as cidades de Praia Grande, Morro Grande e Araranguá, em Santa Catarina. De acordo com os bombeiros, a previsão é a de que as cidades de Turvo, Sombrio e Jacinto Machado sofram com alagamentos provocados pelas águas dos rios nas próximas horas. Previsão Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina, chuvas fortes e ventanias devem continuar ocorrendo durante este domingo.
Fonte: UOL