Em operação realizada em uma fazenda no município piauiense de Antonio Almeida, localizado a 395 km de Teresina, a equipe de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Piauí resgatou oito homens em condições degradantes de trabalho. Laborando na atividade de catação de tocos e raízes, sem nenhum Equipamento de Proteção Individual (EPI) e sem registro em Carteira de Trabalho, os trabalhadores estavam submetidos a condições precárias de saúde e segurança.Segundo o auditor fiscal Robson Waldeck Silva, coordenador da ação, os trabalhadores estavam alojados precariamente em um barraco de piso de chão bruto, com cobertura de palha e lona plástica e sem instalações sanitárias. "Os trabalhadores não usufruíam de nenhum conforto ou proteção, pois dormiam no barraco em redes armadas junto com tambores de combustíveis utilizados nas máquinas", afirmou Waldeck.A água servida aos trabalhadores rurais ficava armazenada em um tambor metálico de onde era retirada diretamente para o uso, inclusive para o consumo.Os trabalhadores reclamaram para os fiscais que a água era transportada até os barracos em uma pipa velha, e por isso sentiam gosto de ferrugem ao beberem, e que a água também era muito quente.A empresa além de não submeter os trabalhadores a exame médico admissional antes do início das atividades, não mantinha recursos mínimos para o atendimento em caso de urgência. "O que tornava o risco de acidentes ainda maior, pois empregador não fornecia aos trabalhadores o EPI", relatou o coordenador da ação.Diante da situação a que eram submetidas os trabalhadores, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel da SRTE/PI notificou a empresa, e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 27 mil.
Fonte: SRTE