O deputado Marcelo Castro, em entrevista na sede do Legislativo, minutos antes da posse do governador Wilson Martins, indagado sobre a posição do PMDB na sucessão estadual disse que com a atual realidade na política, o partido vai tomar novas decisões. Marcelo Castro disse que o partido fará uma análise interna, considerando que o seu partido é democrático e sem dono, e com isso chegará a um consenso. O deputado federal lembrou um fato ocorrido em 2006 quando o partido saiu dividido, porque alguns membros que haviam perdido eleição na convenção partidária resolveram seguir um caminho enquanto outros ficaram com a candidatura própria, que não teve êxito eleitoral e isto gerou uma divisão interna na agremiação. Na ocasião citou o caso dos deputados João Mádison, Mauro Tapety, Ana Paula e Moraes Souza Filho que se mantiveram na oposição, durante o Governo do PT. Castro lembrou que o partido é de todos e que os membros irão discutir, e ao final a decisão será da maioria. Sobre a definição até o prazo estipulado pela Legislação, ele assegura que estarão tomando a decisão, não urgente, para que não seja precipitada e também não será deixado para a última hora e sim o mais rápido possível, inclusive com a entrega de cargos de imediato, para que não seja dito que o partido estava em cima do muro. Ele espera que toda a base do partido chegue ao final da decisão, unidos para que seja tomada a correta, assegurando que a decisão tomada pelo partido não será feita sozinha. A decisão será tomada com calma, e com tempo, podendo decidir por uma das candidaturas já postas ou seguir com um nome da própria sigla. Castro assegura que para manter a unidade no partido, é necessário que seja reunida toda a base do PMDB, para definir também através de pesquisa que o partido irá propor em tempo certo um caminho, que pode ser em apoio a um dos três candidatos ao cargo de governador do Estado, ou correndo em faixa própria.
Fonte: Alepi