Um dos chefes da máfia chinesa, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, viajou como "assessor especial" de Romeu Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça, em fevereiro do ano passado, segundo o jornal "Folha de S. Paulo".A informação se soma à publicada na quinta-feira pelo jornal "O Estado de S. Paulo", segundo a qual Tuma Júnior e Paulo Li fizeram uma viagem oficial a Pequim, a convite do governo chinês.Acompanhado de Li, o secretário participou de reuniões para acordo de cooperação de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, que acabou não sendo fechado.Segundo a Folha, na viagem, Paulo Li chegou a distribuiu um cartão de apresentação bilíngue com o cargo que nunca ocupou e erros de ortografia, como é o caso do endereço do escritório, que aparece na rua "ocnselheiro furdado".Paulo Li foi preso em setembro de 2009 com mais 15 pessoas acusado de comandar uma quadrilha que contrabandeava celulares falsificados vindos da China. Na época, a Polícia Federal estimou que o esquema envolvesse R$ 1,2 milhão por mês.
Fonte: Agências