Educação

Lula rebate crítica ao Bolsa Família e exige respeito

Piauí Hoje

Teresinha

05 de maio de 2008 às 04:05


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repetiu várias vezes que o povo nordestino não quer nada de ninguém, apenas respeito. O desabafo aconteceu durante a solenidade ocorrida hoje (05), no Residencial Manoel Evangelista, na zona Sudeste de Teresina, onde assinou convênios do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento para obras de infra-estrutura em vários municípios.Após fazer a entrega simbólica da casa de número 50 mil construída pelo Governo Federal nas suas duas gestões como presidente, Lula foi para o palco, onde estavam ministros, governadores e autoridades federais e estaduais, quando disse que chega de andar de cabeça baixa, de achar que nordestino nasceu para ser pedreiro. "Não. Queremos ver nosso povo engenheiro, médico"."Nós não queremos nada de ninguém. Nós queremos apenas ser tratados em igualdade de condições, com respeito, porque nós gostamos de respeitar e queremos ser respeitados também", afirmou o presidente. "É por isso que estamos fazendo investimento em escolas técnicas, no ensino fundamental, parceria com prefeitos para fazer creche e investindo em universidades: porque eu estou cansado de ver nordestino ser tratado como pedreiro. Eu quero nordestino como engenheiro, como médico, disputando as melhores vagas deste país", disse.GorjetaLula também rebateu as críticas aos programas sociais de seu governo, como o Bolsa Família. Segundo o presidente, "quem fala mal do Bolsa Família, quem chama o programa de esmola é quem tem R$ 100 para dar de gorjeta do uísque importado. Mas para uma dona de casa comprar feijão e fubá para o seu filho é quase uma coisa sagrada".Lula disse que o PAC é o maior programa de investimento em obras de infra-estrutura já realizado no país, que vai investir mais de 500 bilhões para mudar a realidade do país. "Vamos transforrmar o país. O Brasilhoje ´pew um país de confirnaça, mas será ainda mais quando o povo for tratado com respeito, com dignidade".Durante a solenidade, manifestantes do PSTU tentaram atrapalhar a fala dos oradores, mas as vaias foram a abafadas pelos gritos de "um, dois, três, Lula outra vez!"

Fonte: Paulo Pincel



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