A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça anulou duas decisões de tribunais do júri que absolveram acusados de homicídios em Timon e em Paço do Lumiar.Os desembargadores Raimundo Nonato de Souza, Maria dos Remédios Buna e José Bernardo Rodrigues deram provimento a recursos do Ministério Público estadual, a fim de que os denunciados sejam submetidos a novo julgamento popular. Segundo o MP, em ambos os processos há indícios de participação dos acusados não levados em conta pelos jurados.Em Paço do Lumiar, os denunciados foram Irlã Silva Ferreira e Elton Santos Ferreira, pai e filho. Eles teriam matado Mauro Henrique Garcez Cordeiro a golpes de faca e facão. Em Timon, Jurandir de Sousa Cruz foi acusado da morte de Marcos Helano Duarte Araújo.O crime em Timon ocorreu em setembro de 1991. Marcos Helano voltava para casa, depois de uma festa, em companhia da mãe e de dois amigos. Horas antes, havia brigado com um irmão do acusado. Jurandir e outro irmão, portando um revólver e à época menor de idade, teriam interceptado o grupo.Segundo um amigo da vítima que testemunhou o fato, Jurandir teria tomado a arma da mão do irmão e disparado três tiros em Marcos e um na mãe, que tentou defendê-lo.Em juízo, Jurandir disse que os tiros foram disparados pelo irmão menor de idade. Submetido a julgamento popular, foi absolvido. A maioria dos jurados entendeu que ele não foi o autor dos disparos.Pai e filhoO crime em Paço do Lumiar foi no dia 11 de outubro de 2004. Ao retornar de uma festa de reggae, Mauro Cordeiro se desentendeu com a companheira e decidiu sair. Na rua, passou a discutir com Irlã e Elton Ferreira, pai e filho.Ao constatar a embriaguez de Mauro, uma testemunha do fato o convenceu a voltar para casa. Segundo ela, Irlã e Elton teriam provocado Mauro, que atirou uma pedra sem, contudo, acertá-los.Elton teria se aproximado e desferido golpes de faca na vítima. Depois, Irlã também a golpeou com facão. Segundo o laudo cadavérico, ao todo foram desferidos 23 golpes. Ao Tribunal do Júri, pai e filho alegaram legítima defesa.
Fonte: Imirante