A juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), decretou a quebra de sigilo telefônico do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes e de outros três suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. Segundo a juíza, a quebra foi determinada na quarta-feira (14). Além do jogador, tiveram o sigilo quebrado Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Flávio Caetano Araújo e o adolescente de 17 anos, primo do goleiro. O pedido foi feito ao Tribunal do Júri de Contagem pela delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios da cidade. Na manhã desta quinta-feira (15), o ofício da determinação já estava com as operadoras de telefonia responsáveis. Os relatórios devem ser entregues à polícia em dois dias. Com a quebra dos sigilos, a polícia quer cruzar os telefonemas feitos entre os suspeitos. Anteriormente, a juíza Marixa Rodrigues já havia determinado a quebra dos sigilos telefônicos da ex-mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza, de Eliza Samudio e de Luiz Henrique Romão, o Macarrão.DepoimentoNesta quinta-feira, a expectativa é de que o adolescente de 17 anos, primo do goleiro e que confessou ter participado crime, continue a ser ouvido no Ceip (Centro de Internação Provisória), no Horto, zona leste de Belo Horizonte (MG). O menor prestou depoimento na quarta-feira para a chefe da Divisão de Homicídios de Contagem (MG), Ana Maria Santos. Na última terça-feira (13), o Ministério Público entrou com uma representação contra o menor por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. A Justiça decretou internação temporária de 45 dias. Vestígios de sangue são achados em sítioAinda nesta quinta-feira devem continuar as buscas ao corpo de Eliza. Na quarta, a polícia voltou à casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Paulista, Russo ou Neném. Restos de concreto e alguns objetos como crachás, capacetes e uma "carteira da imprensa" foram levados do local e serão encaminhados ao IC (Instituto de Criminalística) de Belo Horizonte, onde passarão por perícia. No entanto, de acordo com o delegado Hugo e Silva, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Belo Horizonte, nenhum "material humano" foi achado no imóvel. Os policiais chegaram a sentir um mau no local onde faziam buscas mas, de acordo com Silva, o odor vinha de uma rede de esgoto. Dez bombeiros participaram das escavações na área. Segundo a corporação, foram feitas perfurações nos seguintes pontos: debaixo de uma escada, em um banheiro, em um escritório e do lado de fora da casa. Já no sítio de Bruno, os policiais encontraram sangue humano e fios de cabelo. De acordo com a delegada Alessandra Wilke, da delegacia de Homicídios de Contagem (MG), o material será comparado ao DNA da ex-amante do jogador.
Fonte: R7