O poderoso furacão Ike chegou à ilha de Galveston, no estado do Texas, Estados Unidos, às 2h10 locais deste sábado (4h10 de Brasília), e já provoca alagamentos e estragos. Na região metropolitana de Houston, capital do estado, 4 milhões de pessoas estão sem energia elétrica, segundo a empresa CenterPoint Energy, responsável pelo fornecimento. A tormenta está na categoria 2, com ventos de 175 km/h, e castiga a costa norte-americana com chuva e ventos fortíssimos, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC).O fenômeno está perto de se tornar furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, cujo máximo é 5. O NHC acredita que Ike tem o tamanho do Texas.O furacão pode ter causado sua primeira morte nos EUA. Na cidade costeira de Corpus Christi, um homem de 19 anos desapareceu depois de ter sido atingido por uma forte onda em um cais, segundo a imprensa local.Ike já provocou inundações e ondas de mais de sete metros, obrigando o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas no litoral.As autoridades da cidade de Houston, no Texas, decretaram toque de recolher em algumas regiões. A prefeita da ilha de Galveston, Lyda Ann Thomas, também ordenou um toque de recolher até segunda-feira (15).O preisdente dos EUA, George W. Bush, disse no sábado de manhã que o perigo representado por Ike ainda não havia passado. Ele disse que o governo iria monitorar o preço da gasolina para garantir que os consumidores não fossem enganados, e também que seria facilitado o processo para importação de petróleo. Rastro de destruição Fortalecido, o furacão Ike já vinha mostrando toda a sua força na costa do Texas. O fenômeno vinha provocando fortes chuvas e inundações e deixando um rastro de destruição no território norte-americano.O secretário norte-americano de Segurança Interna, Michael Chertoff, disse na sexta que Ike é "potencialmente catastrófico". Segundo ele, mais de 100 mil residências em uma região de "milhares de quilômetros" no litoral podem ser alagadas durante a passagem da tormenta.Enquanto isso, o Departamento do Interior dos EUA informou nesta sexta que a passagem de outro furacão, o Gustav, pelo Golfo do México no começo do mês, causou danos "menores" às instalações petrolíferas marítimas. "É muito alentador que os danos tenham sido menores", disse Randall Luthi, diretor do Serviço de Administração de Minerais (MMS) do Departamento do Interior. Segundo um relatório do MMS, das 677 plataformas do Golfo expostas apenas uma foi destruída. Estava localizada fora da costa da Louisiana e contava com 0,01% da produção de petróleo da região, de 1,3 milhão de barris diários, e 0,04% da produção de gás, que chega a 200 milhões de metros cúbicos diários.
Fonte: UOL