Mesmo depois de afastado por decisão da Justiça do Trabalho, a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), o ex-presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Limpeza e Conservação do Estado do Piauí, Gilmar da Costa Sousa, continuou agindo como se a entidade estivesse sob seu comando. Ele deixou um rombo de mais de R$ 100 mil nas contas da instituição.Gilmar se manteve como "presidente" desafiando não somente ordem judicial, mas também a vontade da maioria dos associados do sindicato, que em 19 de julho elegeram uma nova diretoria, presidida por Maria José Mesquita, escolhida presidente com 224 votos contra 33 dados à chapa composta pelo ex-presidente.Gilmar foi afastado da direção do sindicato em 22 de março, conforme determinação da Justiça do Trabalho, em razão de fraudes nas eleições sindicais e irregularidades administrativas. Mesmo assim, movimentou indevidamente as contas da entidade, celebrou acordos coletivos e judiciais e realizava indevidamente as homologações de rescisões dos contratos de trabalho.Essa prática irregular resultou em graves prejuízos para o sindicato, seus filiados e todos os trabalhadores do setor de limpeza e conservação no estado do Piauí, que somam em torno de dez mil pessoas.Além do desvio de mais de R$ 100 mil com saques realizados quando já tinha sido destituído, Gilmar também deixou muitas dívidas. Nos últimos cincos anos e meio, o ex-dirigente simplesmente não pagou as contas de energia - débitos que somam mais de R$ 10 mil.As contas de água também não foram pagas pelo mesmo período, em valor ainda não levantado pelo sindicato. Contas de telefone, o IPTU do imóvel onde o sindicato funciona e nem mesmo o aluguel eram pagos.Na presidência do sindicato, Gilmar praticou durante 14 anos uma gestão ruinosa, a ponto de deixar de prestar contas à Receita Federal durante sete anos.Diante de tantas irregularidades, do desvio de recursos, que até agora somam mais de R$ 100 mil, mas que pode chegar a pelo menos três vezes mais que o valor até agora apurado, a nova direção do sindicato vai entrar com ação na Justiça para que a entidade tenha de volta o dinheiro desviado.
Fonte: Redação