Educação

Ex-banqueiro alega que outros condenadas no processo continuam livres

Piauí Hoje

Teresinha

17 de julho de 2008 às 03:07


Em entrevista coletiva na superintendência da Polícia Federal, nesta quinta-feira (17), o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que desembarcou no Rio de Janeiro às 4h31 desta quinta-feira, vindo da França em um vôo de carreira, após passar 10 meses preso no principado de Mônaco, disse que "confia na Justiça" brasileira."É bom lembrar que as pessoas que foram condenadas comigo neste processo estão livres, só o Cacciola está preso. E eu não estava fazendo nada diferente deles, só que estava lá na Itália", disse aos jornalistas."Eu sempre estive e estou a disposição da Justiça. A única diferença é que eu estava na Itália", completou o ex-banqueiro, que foi condenado à revelia no Brasil a 13 anos de prisão pela prática de crimes financeiros.Cacciola foi categórico ao explicar sua saída do país. "Eu nunca fui um foragido. Eu saí do Brasil oficialmente, com o passaporte carimbado, graças a uma decisão do STF, do ministro Marco Aurélio Mello. Depois, só quando eu já estava lá, a decisão foi anulada, e então eu resolvi ficar", afirmou.Após uma rápida passagem pela sede da PF, Cacciola foi transferido para o presídio Ary Franco, localizado no bairro da Água Santa, nas proximidades do pedágio da Linha Amarela, no Rio. O advogado Carlos Eli Eluf, que defende o ex-banqueiro, afirmou à agência Reuters que ele apenas passará por uma triagem e, depois, será encaminhado ao presídio de Bangu 8.A chegadaPara despistar a imprensa que aguardava o ex-banqueiro no saguão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro, Salvatore Cacciola desembarcou na madrugada desta quinta-feira no Brasil e seguiu direto para a sede da Polícia Federal num carro que o aguardava ainda na pista do aeroporto.A estudante Heloisa Helena de Almeida, que estava no mesmo vôo do ex-banqueiro, disse que Cacciola aparentava tranqüilidade. "Ele não estava algemado, estava acompanhado de alguns agentes e muito tranquilo, com cara de férias", disse a estudante.Eluf disse que espera conseguir um habeas corpus para Cacciola dentro de 15 dias, e que seu cliente estava "feliz de voltar ao Brasil e confiante na Justiça brasileira"."A prisão preventiva de 81 dias já expirou e há outras pessoas no caso que estão em liberdade", disse Eluf.Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão pela Justiça brasileira por crimes financeiros. Foragido desde 2000, ele foi preso em Mônaco em setembro do ano passado.O escândalo envolvendo Cacciola ocorreu em 1999, durante o processo de desvalorização do real, quando o Banco Central socorreu os bancos Marka e FonteCidam, com 1,6 bilhão de reais.O BC justificou na época a ajuda às duas instituições como uma medida para evitar um possível risco sistêmico para o mercado financeiro do país.

Fonte: UOL



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