Educação

Estão envolvidos médicos, advogado, empresários e policiais, revela a

Piauí Hoje

Teresinha

08 de julho de 2010 às 03:07


oliciais da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico) desencadearam ontem, em Parnaíba, uma nova operação para prender fraudadores do seguro DPVAT (Seguro Obrigatório Pra Vítimas de Acidentes de Trânsito).Além do pagamento de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor) e outros documentos públicos do INSS e do FGTS. A denúncia sobre a atuação da quadrilha foi feita a cerca de 15 dias, mas os mandados de prisão só saíram agora, o que pode ter facilitado a fuga de alguns dos participantes do esquema.Conforme foi apurado, estão envolvidos médicos, advogado, empresários e até mesmo policiais, que fraudavam exames cadavéricos e de corpo de delito para possibilitar o recebimento de dinheiro do DPVAT. Foram expedidos mandados de prisão de pelo menos 17 envolvidos que deverão ser presos. Até o início da noite de ontem, os delegados da Cico não tinham se pronunciado sobre a operação para não atrapalhar as investigações.A polícia apurou que um advogado que tem escritório em Parnaíba usou o nome de um rapaz para receber dinheiro da aposentadoria da sua avó que faleceu. O dinheiro estava depositado na conta de seus pais. O jovem usou uma certidão falsa como se fosse filho da vítima. Dessa forma, ele recebeu o dinheiro depositado pelo INSS. A polícia apurou que o rapaz usou nome falso e chegou a casar com uma irmã do advogado, mas o casamento era só um disfarce, pois cada um saiu para sua casa logo depois.Além disso, foi montado outro golpe em que o rapaz beneficiado com o dinheiro "faleceu" de Acidente Vascular Cerebral. A irmã do advogado, como "viúva", usou um atestado de óbito falso e ficou recebendo a pensão pelo INSS. O caso começou a ser apurado porque os responsáveis pelo seguro DPVAT constataram que no atestado não constatava acidente como causa da morte. No falso atestado foi colocado como causa da morte um Acidente Vascular Cerebral ao invés de Traumatismo Cerebral Craniano.A polícia de Parnaíba começou a investigar o caso e quando os envolvidos tomaram conhecimento sugeriram que o rapaz fosse embora de Parnaíba, mas ele se recusou. Ele terminou sendo assassinado com um tiro na cabeça. Ao investigar o crime, a polícia constatou que já havia um atestado de óbito com o nome da vítima.A polícia em Parnaíba nega que esteja acontecendo esta operação, mas a reportagem apurou que durante toda a quarta-feira os policiais estiveram em campana e sabe inclusive o órgão público em que os mesmos estão alojados. O chefe da operção é o delegado Willame Souza que está acompanhado pelo delegado que preside o caso, Eduardo Ferreira, mas nenhum dos dois toca no assunto desta operação, ambos foram contactados por telefone.Os pedidos de prisão foram assinados pelo juiz Reginaldo Alencar que responde pelas comarcas de Parnaíba e Luiz Correia.

Fonte: proparnaíba



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