A guerra entre a Promotoria de Justiça e o Sindicato dos Donos de Empresas de Ôniubus prosseguiu nesta sexta-feira (16). O promotor Fernando Santos, que havia conseguido derrubar o preço da passagem dos ônibus urbanos em Teresina ingressou com nova ação no Ministério Público pedindo a suspensão de efeitos da nova liminar, a segunda assinada pelo desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, determinando que o preço da passagem de ônibus em Teresina seja R$ 1,90 e não R$ 1,75, como defende o Ministério Público.O desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho assinou uma ação suspensiva contra a decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, retornando o preço da passagem a R$ 1,75."Vejo com muita estranheza todo o empenho da Prefeitura em manter a passagem em R$ 1,90. A instituição não cumpriu nenhuma decisão liminar, tanto que a passagem nunca voltou a R$ 1,75, mesmo com decisão judicial", afirmou o promotor, desconfiado.Segundo Fernando Santos a planilha de custo apresentada pelas empresas de transporte coletivo urbano da capital, tal como são elaboradas, penalizam a população, com repasse para o preço da passagem de gastos operacionais, como o reajuste nos salários de motoristas e cobradores, o que é ilegal."Estamos requerendo dados contábeis e financeiros das empresas que a Prefeitura não apresentou desde a primeira ação, encaminhada no final de maio deste ano à justiça. Com esses dados em mãos, teremos subsídios para sentar com os envolvidos no processo e calcular o preço mais justo da passagem de ônibus", acrescenta Fernando Santos.O assessor jurídico da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Mário Andretti, defende a prefeitura e garange todos os documentos solicitados judicialmente foram encaminhados ao MPE."Tudo começou com um mal entendido. O procurador pediu uma planilha e nos encaminhamos. Entretanto não era a que ele necessitava. Todos os documentos foram enviados", afirma.
Fonte: Redação