Foi protocolado na manhã desta quinta-feira, dia 17 de abril, pelo chefe de Departamento de Filosofia, professor Emerson Carlos Valcarenghi, no Ministério Público Federal (MPF) e no Tribunal de Contas da União (TCU) uma representação contra a FADEX (Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino e Extensão da UFPI), cujo presidente do Conselho Fiscal é o atual reitor da UFPI, professor Luis dos Santos Junior. A representação apresenta denuncias graves envolvendo o uso do dinheiro público destinado a implementação da Educação a Distancia (EaD) no Piauí, através da Universidade Aberta do Piauí (UAPI). De acordo com o professor Emerson Valcarenghi, há documentos oriundos da FADEX que indicam a existência de vários tipos de irregularidades na instituição. Essas irregularidades vão deste o fracionamento de licitações, repetidos saques para suprimento de despesas com prestação posterior da contas, e até evidências claras de clientelismo e nepotismo.Por exemplo, a filha do atual reitor, Larissa Chaves de Sousa Santos, consta como uma das maiores beneficiadas na folha de pagamento da FADEX. No mesmo documento, além da filha do atual reitor, consta também várias vezes o nome de Laécio Guedes Fernandes Felipe, sobrinho do coordenador da UAPI, professor Gildásio Guedes Fernandes, que também é assessor do reitor. Segundo o professor Emerson Valcarenghi, "a documentação a qual tivemos acesso é muito sólida e os indícios de malversação do erário público são contundentes. Não é estranho que parentes dos gestores da UFPI sejam também beneficiários de bolsas e diárias do EaD? Qual foi o critério utilizados na seleção destes bolsistas?". Para o professor, a sociedade acadêmica piauiense e brasileira anseia e exige investigação imediata dos fatos. "Esperamos que as obscuridades envolvendo a FADEX e a Educação a Distancia da UFPI sejam trazidas a tona, e se constatadas as irregularidades tal como acreditamos, que os responsáveis sejam punidos com rigor", enfatiza Emerson.
Fonte: Redação do Piaui Hoje