Educação

Delegacia da Mulher de Picos ainda não foi inaugurada

Piauí Hoje

Teresinha

07 de agosto de 2008 às 03:08


A pelo menos um mês e meio a delegacia da mulher foi instalada em Picos, mas ainda não foi inaugurada. Segundo informações da delegada da mulher, Janaína Nobre, a mesma ainda aguarda a definição de data para inauguração, data essa que deve ser marcada pelo delegado geral da policia civil, James Guerra.A delegada informa que a delegacia tem atendido todos os procedimentos relacionados à mulher, onde o agressor é o homem. O caderno de ocorrências da delegacia ainda não foi iniciado porque as mulheres estão se dirigindo a delegacia regional e aos distritos, onde são feitas as ocorrências e em seguida são encaminhadas a delegacia da mulher, isso acontece porque a delegacia não foi inaugurada e por isso não pode registrar ocorrências.Segundo Janaína Nobre, toda semana o delegado geral informa que a delegacia será inaugurada, mas até agora isso não é resolvido. "Ele (James Guerra) diz que vai trazer uma viatura para a delegacia da mulher, está marcando uma data para a inauguração em que seja possível a vinda do secretário de segurança. É isso que ele alega para ainda não ter inaugurado a delegacia", afirma Janaína Nobre.Sobre o quadro de pessoal, a delegada informa que este é um problema porque a delegacia só conta com um escrivão e uma agente e que é necessário que pelo menos mais uma agente seja incorporada ao quadro."Estamos até indo contra o Estatuto dos Agentes porque eles estão com uma carga horária sobrecarregada, porque além da delegacia da mulher, eles estão nos acompanhando nos plantões a cada cinco dias", informa a delegada.A delegacia da mulher já dispõe de um telefone em que as mulheres podem realizar denúncias anônimas, essas são apuradas, o telefone é: (89) 3422-4947. Segundo Janaína, a delegacia da mulher conta com o apoio da Polícia Militar.A delegada informa ainda que os crimes passionais são os mais freqüentes, onde o companheiro ou ex-companheiro são os agressores: "o que a gente nota é que nem só as mulheres são as vítimas, eu já tive vários plantões em que chegaram crianças feridas, amedrontadas, e que são vítimas dessa violência no lar. O pior é que essas crianças podem se tornar futuros agressores porque elas acabam achando que a violência é algo comum e normal", conclui a delegada.

Fonte: Riachaonet



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