A Comissão do Crime Organizado quer levantar, através da perícia nos documentos e materiais recolhidos na casa de Raimundo Clécio Falcão Graça, 58 anos, se há mais pessoas envolvidas no crime de extorsão e venda de sentenças judiciais.Clécio é acusado de tentar extorquir o médico Raimundo José Martins de Sousa e principal suspeito de intermediar a venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Piauí, conforme ele assume nas gravações feitas pela Cico com autorização da própria Justiça. No domingo passado (09), a Cico conseguiu autorização de busca e apreensão na casa de Raimundo Clécio Falcão Graça. Além da busca e apreensão, a Cico conseguiu a quebra do sigilo telefônico e bancário do acusado."Teremos acesso ao que ele fez em suas contas e falou ao telefone nos últimos seis meses, de 8 de novembro de 2009 até 8 de maio de 2010" adiantou o delegado Carlos César Camilo de Carvalho, presidente em exercício da Cico.Há suspeita de que computadores e laptops tenham sido retirados do escritório jurídico de Clécio Falcão. "Acreditamos que houve uma limpeza. Como explicar não ter um único computador em um escritório jurídico?", revela o delgado Danilo Melo, encarregado do inquérito na Cico. Com o acesso à movimentação bancária e ao sigilo telefônico de Clécio falcão, a Cico pode chegar a mais pessoas. Constatada a participação de algum magistrado, o caso passa a ser investigado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que inclusive já tem conhecimento do inquérito. "A lei da magistratura impede que a polícia investigue juízes e desembargadores. Se for o caso, encaminharemos para o presidente do Tribunal, que enviará o processo para o Supremo Tribunal de Justiça em Brasília", acrescentou.O prazo para a liberação do acusado se encerra nesta sexta-feira (14).
Fonte: Redação