Educação

Ciclone varre Bangladesh, mata mais de mil pessoas e fere outras milha

Piauí Hoje

Teresinha

17 de novembro de 2007 às 03:11


Helicópteros militares e barcos, bem como equipes de trabalhadores, se reuniram neste sábado para prestar socorro e resgatar as vítimas do ciclone Sidr em Bangladesh, que desabrigou milhões e deixou um saldo de pelo menos 1.100 baixas, segundo contagens não-oficiais. O governo elevou hoje o saldo de mortes para 932, ante as 884 mortes estimadas até sexta-feira. Teme-se que outras centenas de desaparecidos elevem a estimativa de baixas. O ciclone Sidr devastou dezenas de milhares de lares na quinta-feira e deixou milhões sem energia, na pior tempestade em um dos países mais pobres do sul da Ásia em mais de uma década. Mais de um milhão de moradores das áreas litorâneas foram forçados a deixar suas casas para abrigos do governo. O Ministério de Gestão de Desastres, que montou uma sala de controle para reunir informações sobre o desastre, eleva rapidamente suas cifras de baixas. "O número está subindo rápido, assim que nós recebemos informações das áreas devastadas onde as comunicações telefônicas já foram restauradas", afirma o funcionário Mokhlesur Rahman. Neste sábado, o exército começou a empregar helicópteros para entregar suprimentos para as áreas mais remotas, enquanto barcos militares transportam alimentos e remédios para comunidades de pescadores que vivem nas centenas de pequenas ilhas ao longo do costa. Várias organizações humanitárias, a exemplo da Unicef (Nações Unidas), já trabalham junto ao governo e aos voluntários locais para providenciar água potável e suprimentos de emergência nas áreas afetadas pelo desastre natural. Prejuízos O ciclone atingiu a linha litorânea do país, de onde 3,2 milhões de pessoas tiveram de ser removidas, segundo agências humanitárias. Os ventos, de até 240 km/h, destruíram casas e derrubaram árvores e redes elétricas.Após entrar na noite desta quinta-feira pelo sul de Bangladesh, O Sidr se deslocou para o centro do país, onde fica a capital Dacca, que também está sem luz. Já transformado em tempestade tropical, foi para as regiões indianas de Tripura e Assam. Representantes das Nações Unidas afirmaram que mais de 200 mil casas foram danificadas e que centenas de barcos de pesca foram destruídos. Muitas partes da capital Dacca permanece sem energia. A assistência internacional já começou a chegar, mas os desabrigados têm que esperar horas para receber suprimentos. "Nós perdemos e não temos para onde ir", diz o fazendeiro Moshararf Hossain. Alguns milhares já começaram a voltar para suas casas, boa parte delas construções de bambu que foram devastadas pela força do ciclone Sidr. "Nós sobrevivemos, mas precisamos de ajuda para reconstruir nossos lares", afirmou Chand Miah, um morador de Maran Char, uma pequena ilha no distrito de Khulna.

Fonte: UOL



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