Durou oito horas o trabalho da polícia no sítio do goleiro Bruno, no condomínio Turmalina, onde Eliza Silva Samudio, de 25 anos, teria sido espancada e morta há três semanas. Das 16h desta segunda-feira à meia-noite, policiais da Divisão de Homicídios de Contagem, policiais militares do 40º BPM (Ribeirão das Neves) e bombeiros fizeram buscas no terreno e nos arredores.Peritos do Departamento de Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais simularam uma possível fuga da vítima, que está desaparecida há três semanas. Uma das linhas de atuação aponta que Eliza teria começado a ser espancada dentro da casa e tentado pular a janela para escapar dos autores do crime.Os policiais repetiram, mais de dez vezes, o pulo para fora da residência. As simulações foram baseadas em hipóteses levantadas a partir dos depoimentos de pessoas ligadas ao goleiro Bruno e de funcionários do condomínio.Dentro da casa, foram encontradas fraldas de bebê - que seriam de Bruninho, filho do jogador com Eliza, roupas femininas e passagens aéreas. Segundo um policial da Homicídios, as equipes voltarão ao Turmalina nesta terça-feira.No "O DIA"As investigações da Delegacia de Homicídios (DH) de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, indicam que a estudante Eliza Samudio, 25 anos - mãe de um menino de quatro meses, fruto de um conturbado relacionamento com o goleiro Bruno, do Flamengo - já esteja morta há cerca de 20 dias.Pelo menos esta é a opinião da delegada reponsável pelo caso, Alessandra Wilke. A jovem, que está desaparecida desde o último dia 5, teria sido espancada e morta por três homens dentro do sítio do próprio jogador, na região de Esmeraldas, próximo à capital mineira. O jogador Bruno seria um dos agressores. Ele deve depor na próxima semana.Desde quinta-feira, as divisões de Homicídios do Rio de Janeiro e de Minas Gerais procuravam Eliza e seu filho Bruno. O menino foi encontrado na madrugada de ontem, após uma peregrinação por endereços em três municípios mineiros. A esposa do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Sousa, 23 anos, chegou a ser presa em flagrante pelo crime de subtração de incapaz. Horas depois, o juiz de plantão do Fórum de Contagem lhe concedeu a liberdade provisória. A criança foi levada para o Abrigo Lar Efatá até que o pai de Eliza, Luiz Carlos, que vive em Foz do Iguaçu, no Paraná, chegue.A delegada informou que, na quinta-feira recebeu uma denúncia de que a moça havia sido levada para o sítio, onde teria sido violentamente agredida por Bruno e outros dois amigos. E que, depois, o próprio Bruno teria queimado roupas e a bolsa dela. "A intenção era acabar com tudo dela, para não sobrar nenhum vestígio. A denúncia dizia que o bebê também estaria no sítio, em poder dos caseiros. Agora, achamos a criança, mas Eliza não. Vamos continuar nossas diligências mas, infelizmente, tudo indica que a moça esteja morta", disse a delegada."O caso de seu desaparecimento está causando enorme repercussão e ela até agora não apareceu. Nenhuma das pessoas que tinha contato com Eliza sabe onde ela está. Então, nosso objetivo agora é tentar localizar esse corpo", disse Alessandra Wilke.A prisão da mulher de Bruno, com quem o goleiro tem duas filhas, de quatro e dois anos, já reforçava essas suspeitas da polícia. Na manhã de sexta-feira, agentes estiveram no sítio e avistaram a criança. No fim da tarde, por volta das 16h30, quando voltaram ao local, os agentes já não encontraram mais o bebê. A Polícia Civil mineira levou o caseiro José Roberto Machado, sua esposa, e o administrador do sítio, Elenílson Vítor da Silva, à delegacia. Os três prestaram depoimento.Inicialmente, Vítor negou a existência da criança. Mas depois admitiu que ela havia sido levada para o local por Luiz Henrique Macarrão, amigo de infância do goleiro, no dia 7 de junho, dois dias depois do desaparecimento de Eliza.A delegada descobriu, através dos mesmos depoimentos, que o filho de Eliza, registrado como Bruno, já havia recebido outro nome: Rian. "O Vítor disse que o Macarrão, quando chegou com a criança, disse que era para cuidarmos dela, que era filho do Bruno, até que o Bruno decidisse o que fazer", diz Alessandra Wilke.O DIA noticiou, com exclusividade, o desaparecimento de Eliza Silva Samudio e de seu filho, Bruno. O repórter Leslie Leitão revelou que policiais das divisões de Homicídios de Minas Gerais e do Rio estavam à procura da jovem e do bebê.Ontem, o repórter Leslie Leitão e o fotógrafo André Mourão viajaram de madrugada para Minas Gerais. Novamente com exclusividade, a equipe registrou o depoimento da mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, sua prisão por subtração de incapaz e a liberação graças à concessão pela Justiça da liberdade provisória .A equipe de reportagem de O DIA também esteve no sítio em Contagem onde, de acordo com a polícia, Eliza foi violentamente agredida por três homens. Um deles seria Bruno.
Fonte: G1