O estudante universitário e supervisor de segurança, José Alberto Bezerra Marques, 37 anos, denunciado pelo Ministério Público Estadual como acusado de autoria do assassinato da funcionária da Fundação Municipal de Saúde, Aline Silva Santiago, 23 anos, ocorrido no dia 10 de julho, último, no apartamento 101, bloco - "A", do conjunto Ipê, no bairro Primavera, foi colocado em liberdade na manhã de ontem por decisão do juiz Antônio Noleto, titular da 1a Vara do Tribunal do Júri. Logo que tomou conhecimento do crime, a delegada Andréa Magalhães, titular do 2o Distrito Policial, no bairro Primavera, iniciou as investigações e com base em depoimentos solicitou à justiça a decretação da prisão provisória do acusado, sendo que no decorrer dos trabalhos alegando a gravidade do crime praticado, clamor público do fato, periculosidade do acusado e sentimento de insegurança social, solicitou ao juiz Antonio de Paiva Sales a transformação em prisão preventiva, no que foi atendida. Alguns dias depois, José Alberto se apresentou na delegacia acompanhado do advogado Lúcio Tadeu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Piauí, oportunidade em que prestou depoimento e foi dado cumprimento a determinação judicial. Por questão de segurança, ele foi levado para o Instituto de Medicina legal - IML, submetido a exame de corpo de delito e conduzido para a Casa de Custódia. Ao ser apresentado, José Alberto prestou depoimento contando a sua versão sobre os fatos e disse que durante o período em que esteve ausente de Teresina, ficou no Estado, oportunidade em que tratou de contratar um profissional do direito para patrocinar a sua defesa e marcar a sua apresentação a autoridade policial. Na semana passada, o promotor de justiça Ubiraci Rocha apresentou denúncia contra o mesmo como acusado de autoria de homicídio triplamente qualificado, pois teria cometido o crime por motivo fútil, usado de meio cruel e impossibilitado a defesa da vítima. O representante do Ministério Público afirmou que processo tramitará com base nas alterações feitas no CPP. Diante dos fatos, o advogado Lúcio Tadeu interpôs um recurso solicitando a revogação do decreto preventivo, isto por entender que os motivos elencados pela delegada não constituem causa legal para o decreto da prisão preventiva. Ontem, o juiz Antônio Noleto, após analisar o pedido decidiu pela colocação do mesmo em liberdade e determinou ao cartório a expedição do alvará de soltura.
Fonte: DP