A Polícia Civil, através da Polinter, identificou a existência de uma quadrilha especializada em roubo de motos com atuação em Teresina e como pontos de vendas as cidades de Granjas, Camocim e Chaval, no Ceará, sendo que na última tem o apoio do sargento Amauri Ferreira do Nascimento, comandante do grupamento da PM cearense naquela cidade.A informação foi prestada ontem pelo delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o "Bareta", titular daquela especializada, assegurando que o sargento Amaurí chega ao cúmulo de mediar as negociações de venda dentro do quartel e fornece recibo de compra e venda com papel timbrado do Governo do Estado, dando "garantias" aos negócios. Vários recibos já foram apreendidos, o que comprova a prática ilegal nas ações do militar.O delegado "Bareta" afirmou que no mês passado foi informado de que algumas motos roubadas ou furtadas em Teresina estavam sendo levadas para àquela cidade e na semana passada mandou uma equipe fazer diligências e ontem já haviam apreendido cerca de 14 motos e identificado o esquema de comercialização envolvendo autoridades locais e um empresário do ramo.Ontem, os policiais que estão em Chaval mantiveram contatos com o delegado "Bareta" e hoje pela manhã ele seguirá para aquela cidade levando um reforço policial. Ele garante que nos próximos dias irá indiciar o sargento e o empresário em inquérito policial, como também garantiu que irá continuar com as diligências para desconbrir quem são os autores dos furtos ou roubo das motos em Teresina para que também respondam pelo delito cometido.Para o delegado piauiense a situação é grave e algo precisa ser feito para coibir essas irregularidades. Ele afirmou que ainda ontem enviou ofício ao comandante da Polícia Militar do Ceará comunicando o que conseguiu descobrir e mandou cópias dos recibos feitos em papel timbrado da Pm apreendidos para que o militar também responda administrativamente.O secretário de segurança cearense também foi comunicado das investigações feitas pela polícia piauiense naquele Estado isto para evitar a questão de invasão de circunscrição pela polícia piauiense.
Fonte: Diariodopovo