O delegado Wendell Reis preso preventivamente há cerca de dois meses, não será julgado hoje pelo Tribunal Popular do Júri, conforme estava previsto em uma pauta publicada pelo juiz Antõnio de Jesus Noleto. Ele resolveu mudar de advogado e o novo responsável pela defesa solicitou o adiamento para que pudesse conhecer os autos do processo e, assim, patrocinar a sua defesa em plenário.Ontem, pela manhã, o novo advogado do delegado Wendell Reis protocolou no cartório da 1ª Vara do Tribunal do Júri, o pedido de adiamento e imediatamente o mesmo foi encaminhado para o juiz Antônio Noleto que concedeu o pedido em partes, pois o magistrado adiou o julgamento, mas só até segunda-feira, quando o delegado sentará no banco dos réus.Wendell Reis será julgado como acusado de autoria do homicídio praticado contra o vendedor autônomo Ricardo Seabra Bezerra, fato ocorrido na madrugada do dia 6 de setembro de 2003, na Lanchonete D. Lanches, localizada na rua México, no bairro Três Andares. O delegado já foi julgado e condenado pela prática do crime, mas a decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça que o mandou novamente para julgamento popular. Ele, inclusive paga pensão para a filha e para a viúva da vítima.PRISÃO - Wendell Reis atualmente está preso por força de uma ordem judicial em um processo que apura crime de concussão. O delito foi praticado quando ainda era titular da delegacia do 11º Distrito, no bairro Piçarreira, oportunidade em que foi preso em flagrante e posto em liberdade, mas alguns dias depois ele retornou para a prisão, em companhia dos dois outros policiais acusados de participar do mesmo delito.OUTROS JULGAMENTOS - Os julgamentos que seriam realizados segunda e terça-feira, oportunidade em que sentariam no banco dos réus Artênia Barroso e "Antônio Francisco" não aconteceram.Na proxima quinta-feira será julgado o ex-policial civil Silvestre Mem de Sá Pereira. Ele foi indiciado em inquérito como acusado de autoria da morte de Irismar Cardoso da Silva, fato ocorrido no dia 13 de maio de 1998, na Favela da Prainha, no bairro São Pedro.No mesmo processo foram denunciados o policial "Antônio Carlos" e o ex-policial Ageu Alves que já foram julgados e absolvidos pela justiça.
Fonte: DP