Seis pessoas morreram e outras 24 tiveram ferimentos graves, durante um acidente com um microônibus da funerária SBC, no início da tarde de ontem, na BR-222, no município de Itapajé, a 124 quilômetros de Fortaleza. Todos os passageiros pertenciam a uma mesma família e voltavam da cidade de Forquilha, distante 88 quilômetros do local do acidente, onde participaram do sepultamento do patriarca da família, Sebastião Agostinho Sousa, que faleceu na última quinta-feira, por problemas cardíacos, no Hospital de Messejana. Entre os mortos na tragédia estão três filhos de Sebastião Agostinho e uma neta de apenas 4 anos. Outras cinco pessoas, entre elas o motorista, tiveram escoriações leves e receberam atendimento no próprio local.A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou duas versões para o acidente. A primeira que o microônibus tentou uma ultrapassagem em velocidade e teria derrapado em uma curva. De acordo ainda com a versão, o veículo teria batido em um caminhão, antes de descer 50 metros de ribanceira. A outra que o veículo tentou desviar de um caminhão, que trafegava pela contramão, e caiu na ribanceira. O motorista do microônibus sustentou para os policiais a segunda versão. Segundo a PRF, ele sofreu alguns arranhões, recebeu atendimento no próprio local do acidente, ajudou no resgate dos feridos e foi liberado para voltar a Fortaleza.De acordo com relatos de pessoas que ajudaram no resgate dos feridos, o desespero dos parentes era grande, diante da dor dos ferimentos e da perda dos parentes. Cinco morreram no local e uma mulher faleceu quando dava entrada no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, para onde ambulâncias e três helicópteros conduziram todas as pessoas com lesões graves. Entre os mortos no local estava Maria José de Agostinho Canela, 58 anos. Ela morava no Rio de Janeiro e voltou ao Ceará somente para o sepultamento do pai. A mulher deixou o marido e quatro filhos no estado fluminense. Os outros mortos são Agostinho de Sousa Neto, 50 anos; Elias Eduardo de Lima Targino, 32 anos; José Ribamar de Sousa, 59 anos; Tainá Irineu Ferreira, 4 anos; e Rita Maria da Costa de Sousa.O pouso dos três helicópteros na Praça Clóvis Beviláqua (Praça da Bandeira), no Centro, que faziam o transporte dos passageiros com ferimentos mais graves, despertou a curiosidade de pessoas que passavam nas imediações. A aglomeração atrapalhou a condução dos feridos e a Polícia teve que ser chamada. Houve um princípio de tumulto. Uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) teve problemas na decolagem e suspendeu a operação.E-maisQuatro horas e meia foi o tempo de duração da operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no transporte das vítimas com ferimentos graves no acidente em Itapajé. Segundo o médico-coordenador do serviço, Messias Simões, a operação contou com cinco médicos, cinco enfermeiros, três equipes de UTI Móvel e cinco equipes de suporte básico.Das 25 pessoas que chegaram ao IJF, uma morreu na sala de ressuscitação, oito foram transferidas para outras unidades de saúde e 16 ficaram internadas no hospital.Uma pessoa da família das vítimas, o professor Adeildo Batista Queiroz de Castro, 28 anos, teve que ficar no portão de entrada do hospital para controlar a entrada dos parentes.
Fonte: Opovo