Educação

A quadrilha tem atuação no Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Paraíb

Piauí Hoje

Teresinha

22 de abril de 2010 às 04:04


A Operação Ekemone, da Polícia Federal do Piauí prendeu oito pessoas nesta quinta-feira (22), em Teresina, São Luis (MA) e interior de Goiás, acusadas de fraudar o Imposto de Renda. O golpe pode chegar a R$ 1,5 milhão. A quadrilha tem atuação no Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco e ParaíbaDando cumprimento a oito mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, os federais prenderam empresários, representantes de correspondentes bancários, ex-prestadores de serviço da Caixa Econômica, um policial militar e um ex-vereador da cidade de Manoel Emídio. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, das pessoas que seriam consideradas as líderes da quadrilha e onze de busca e apreensão. A polícia apreendeu carros, computadores, notebooks, celular, talonários de cheques da Caixa Econômica do Paraná, cartões de créditos falsificados, dentre outros documentos. O delegado de combate ao crime organizado da Polícia Federal, Jandelyer Gomes, em entrevista coletiva, explicou como agiam os criminoso. Eles atuavam em quatro frentes: clonagem de cheques, empréstimos consignados em nome de servidores estaduais e federais, saques de imposto de renda e resgate precatórios. "Eles preparavam declarações retificadoras de imposto de renda, em que eram incluídos muitos dados aumentando em muito os valores das restituições, algumas chegando a R$ 15mil. Eles usavam documentos autenticados conseguida durante roubo e também fornecida pelo ex-prestador de serviços da Caixa, que foi preso", explicou. O delegado disse ainda que parte da documentação usada pela quadrilha é fruto de um furto ocorrida na Secretaria de Segurança do Piauí em 2009. O bando é suspeito ainda de ser responsável por três homicídios como queima de arquivo. A Polícia Federal já contabiliza a prisão de 18 membros desta quadrilha e as investigações apontam que há mais envolvidos, que agem desde 2009. "Foram presos três líderes um central e dois que articulavam a quadrilha, as outras cinco prisões eram vinculados a eles, que proporcionavam as fraudes: obtinham as informações nos bancos e realizavam as fraudes. Dificilmente chegaríamos aos líderes em prisões nas agências, já que nunca compareciam, sempre usavam laranjas", destacou o delegado.As investigações começaram em janeiro e continuam já que ainda há integrantes envolvidos. Os presos ainda chegam na sede da PF no Piauí, já que ainda há equipes no Maranhão e em Goiás, conduzindo dois presos e mais materiais apreendidos. O delegado explicou ainda que o nome da operação foi retirado de informações da própria quadrilha, que se auto denominavam "Ekemone" - jovens ricos, já que possuem entre 25 e 32 anos e levantavam de R$ 15 a 20 mil em cada ação. "Com o dinheiro eles costumavam proporcionar festas em cidades do Piauí e do Maranhão", afirmou Janderlyer Gomes. Os presos continuam na sede da PF até o final da tarde, onde prestam depoimentos, fazem acareações e são submetidos a outros procedimentos, antes de seguirem pra o IML, onde fazem exame de corpo de elito e depois serão transferidos para a Casa de Custódia, onde ficaram presos à disposição da Justiça.

Fonte: Redação



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