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ABALOS SÍSMICOS

Tremor de terra é registrado em Bocaina; segundo no Piauí em 48 horas

Tremor de terra de baixa magnitude foi detectado por estação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Nathalia Costa

04 de fevereiro de 2026 às 09:18


Estações sismológicas monitoram atividade sísmica no Piauí em parceria com a UFRN
Estações sismológicas monitoram atividade sísmica no Piauí em parceria com a UFRN

Um tremor de terra de magnitude 2,1 na escala Richter foi registrado na noite de terça-feira (3) no município de Bocaina, no interior do Piauí. Este é o segundo evento sísmico no estado em um intervalo de apenas 48 horas.

O abalo foi identificado por uma estação do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). Segundo o órgão, os dados ainda passarão por análise para a confirmação oficial da causa do fenômeno.

No domingo (1º), um outro tremor de terra já havia sido detectado na zona rural de Castelo do Piauí. O sismo apresentou magnitude 1,5 na escala Richter e foi registrado por volta das 10h. O abalo é considerado de baixa intensidade e não provocou danos estruturais nem prejuízos à população local.

Esse segundo registro foi captado pela estação sismológica de Pedro II, uma das duas unidades de monitoramento em funcionamento no Piauí, mantidas em parceria com o LabSis/UFRN. A outra estação está localizada no município de Floriano.

Tremor de terra e terremoto são a mesma coisa?

Segundo o Serviço Geológico do Brasil quando um terremoto é de baixa intensidade, chama-se de abalo sísmico ou tremor de terra. Mas, a origem e a natureza são exatamente as mesmas, diferindo apenas a extensão da área de ruptura.

De acordo com o órgão, o terremoto acontece porque a parte externa da Terra é formada por grandes blocos de rocha, chamados de placas tectônicas. Essas placas se movem lentamente, poucos centímetros por ano, como se estivessem deslizando sobre uma camada mais quente e macia do interior do planeta.

Mesmo se movendo devagar, essas placas são enormes e muito pesadas. Quando elas se aproximam ou se empurram, a pressão entre elas vai aumentando aos poucos. Chega um momento em que essa pressão fica forte demais e a rocha se quebra, formando uma rachadura no solo, chamada de falha geológica.

Quando essa quebra acontece, a energia acumulada é liberada de uma vez, fazendo o chão tremer. É isso que chamamos de terremoto.

Casos de terremoto no Brasil

O maior terremoto registrado no país ocorreu em 1955 e teve seu epicentro 370 km ao norte de Cuiabá (MT). A magnitude atingiu 6,2 graus na Escala Richter. Em 1980, houve outro terremoto, com magnitude 5,2, sentido em praticamente todo o Nordeste. Este provocou o desabamento parcial de algumas casas em Pacajus (CE).

Em 8 de junho de 1994, a cidade de Porto Alegre (RS) foi atingida pelas ondas sísmicas provocadas por um terremoto que ocorreu na Bolívia, a 2.200 km de distância. 



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