Teresinha
05 de setembro de 2016 às 18:09
Teresina no período chuvoso sofre com constantes alagamentos em sua área urbana, causando transtornos e prejuízos à população. Isso se deve à um mau planejamento na construção de vias de escoamento de água, construções privadas irregulares e falta de galerias.
No ano de 2015, a prefeitura anunciou a construção de sete novas galerias que iriam resolver os transtornos causados pelos alagamentos. Porém, até setembro deste ano, segundo a assessoria de Comunicação da secretaria municipal de Planejamento (SEMPLAN), as obras ainda estão em fase de elaboração e não há previsão para o início das mesmas.
A Prefeitura conseguiu captar recursos junto ao Governo Federal para o início das obras das galerias, mas, desde 2012, pouco foi feito. Uma das primeiras galerias a ser construída foi a da zona Leste que vai abranger os bairros: São Cristóvão; Santa Isabel; Morada do Sol; Piçarreira; e o Horto Florestal.
A obra cortará quatro importantes vias da zona Leste: João XXIII, Homero Castelo Branco, Presidente Kennedy e a Dom Severino. O orçamento total para a construção dessa galeria é de aproximadamente R$ 46.584,277,99 milhões, desse montante R$ 9.015.460,38 milhões já foram gastos, mas a obra foi paralisada pois a empresa responsável pela construção alega que abandonou o serviço por dificuldade de execução.
Outro entrave que impede a construção das galerias e também o escoamento das águas das chuvas é a construção de empreendimentos particulares de forma irregular, que não respeitam o escoamento dessa água.
Depois de muitos transtornos e prejuízos, somente no ano passado, é que foi sancionada a Lei Complementar 4.724/2015 que define as diretrizes para a regulação dos impactos da drenagem urbana de novos empreendimentos e inundações ribeirinhas.
Essa lei estabelece ser de responsabilidade dos novos empreendimentos o controle dos impactos da urbanização na drenagem, cabendo ao particular controlar esses impactos e implantar os dispositivos de drenagem necessários. Resta saber se haverá a devida fiscalização.
Fonte: Samuel Brandão
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