Cidade

Projeto das sete novas galerias nunca saiu do papel

Das sete galerias prometidas, apenas uma teve a obra iniciada, mas foi paralisada

Teresinha

05 de setembro de 2016 às 18:09


Obra da galeria da zona Leste está parada desde 2014
Obra da galeria da zona Leste está parada desde 2014

Teresina no período chuvoso sofre com constantes alagamentos em sua área urbana, causando transtornos e prejuízos à população. Isso se deve à um mau planejamento na construção de vias de escoamento de água, construções privadas irregulares e falta de galerias.

No ano de 2015, a prefeitura anunciou a construção de sete novas galerias que iriam resolver os transtornos causados pelos alagamentos. Porém, até setembro deste ano, segundo a assessoria de Comunicação da secretaria municipal de Planejamento (SEMPLAN), as obras ainda estão em fase de elaboração e não há previsão para o início das mesmas.

A Prefeitura conseguiu captar recursos junto ao Governo Federal para o início das obras das galerias, mas, desde 2012, pouco foi feito. Uma das primeiras galerias a ser construída foi a da zona Leste que vai abranger os bairros: São Cristóvão; Santa Isabel; Morada do Sol; Piçarreira; e o Horto Florestal.

A obra cortará quatro importantes vias da zona Leste: João XXIII, Homero Castelo Branco, Presidente Kennedy e a Dom Severino. O orçamento total para a construção dessa galeria é de aproximadamente R$ 46.584,277,99 milhões, desse montante R$ 9.015.460,38 milhões já foram gastos, mas a obra foi paralisada pois a empresa responsável pela construção alega que abandonou o serviço por dificuldade de execução.

Outro entrave que impede a construção das galerias e também o escoamento das águas das chuvas é a construção de empreendimentos particulares de forma irregular, que não respeitam o escoamento dessa água.

Depois de muitos transtornos e prejuízos, somente no ano passado, é que foi sancionada a Lei Complementar 4.724/2015 que define as diretrizes para a regulação dos impactos da drenagem urbana de novos empreendimentos e inundações ribeirinhas. 

Essa lei estabelece ser de responsabilidade dos novos empreendimentos o controle dos impactos da urbanização na drenagem, cabendo ao particular controlar esses impactos e implantar os dispositivos de drenagem necessários. Resta saber se haverá a devida fiscalização.

Fonte: Samuel Brandão



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