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EDUCAÇÃO

Profissionais da educação municipal de Teresina deliberam greve sanitária

A categoria diz não ao retorno das aulas presenciais no dia 16 de agosto

Alinny Maria

12 de agosto de 2021 às 09:52


Profissionais da Educação de Teresina deliberam greve sanitária
Profissionais da Educação de Teresina deliberam greve sanitária

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM), por meio dos profissionais da educação municipal de Teresina, decidiram deliberar Greve Sanitária e não retornarem às salas de aula enquanto não houver condições sanitárias adequadas. A categoria informou que considerou os dados atuais da pandemia e as condições estruturais das unidades de ensino, e por isso os professores continuarão apenas nas atividades remotas. 

As aulas presenciais da rede municipal de Teresina estão previstas para retornarem no dia 16 de agosto. A greve sanitária foi decidida na última assembleia geral da categoria realizada no dia 6 de agosto pelo SINDSERM Teresina. Além das questões estruturais e de saúde sanitária, a categoria exige também a devolução dos descontos indevidos e o pagamento do retroativo da segunda parcela do piso de 2020 que ainda não foram pagos pela Secretaria Municipal de Educação (Semec).

"Em defesa da saúde e da vida, os trabalhadores da educação permanecerão preventivamente nas atividades remotas, sem retornar às atividades presenciais até que se tenham as condições sanitárias urgentes apresentadas em reunião com a Semec. O SINDSERM Teresina elenca que dentre as exigências aprovadas em Assembleia estão a testagem de membros das comunidades escolares; a imunização completa por meio da vacinação contra a Covid-19, seguindo as orientações do calendário vacinal; as devidas condições e adequações na estrutura, equipamentos e manutenção das escolas e centros municipais de ensino infantil, respeitando os protocolos sanitários orientados por especialistas em infectologia", diz trecho do ofício do Sindserm e encaminhado para o secretário Municipal de Educação, Nouga Cardoso.

O Sindicato afirma que no Piauí, de janeiro a abril de 2021, foram registrados 17 desligamentos por morte na Educação, representando um aumento de 270%. Isso representa uma média de 195 óbitos para cada 100 mil habitantes. Entre as diferentes ocupações do setor, os Profissionais do Ensino (professores e coordenadores, entre outros) foram os que mais tiveram vínculos encerrados por morte: 612, em 2021. Este foi o saldo das aulas presenciais impostas na rede particular de ensino.  

A entidade defende a orientação pela ciência, e afirma que o retorno deve ser gradual e seguro. Destaca ainda "a responsabilidade da testagem e da vacina, cuja eficácia está comprovada pelos dados estatísticos mais recentes e que estamos tão próximos de atingir a imunização de grande parte da categoria até o final do mês de setembro, como pode ser verificado através dos dados da pesquisa realizada pelo SINDSERM". 

O Sindserm realizou, entre o final de julho e início de agosto, uma pesquisa com profissionais da Educação por meio de aplicação de questionário. Instrumento de pesquisa disponível em: https://forms.gle/2AJJKHnhRCQm1naT7. Os dados foram encaminhados à Semec e utilizados em representações junto ao Ministério Público do Trabalho.

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Fonte: Com informações do Sindserm



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