FALA POVO
Pâmela
10 de setembro de 2025 às 10:00
O preço da cesta básica em Teresina registrou queda de 2,01% em agosto de 2025, em comparação ao mês anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Com a variação, o custo médio da cesta na capital piauiense passou a ser de R$ 663,41. No acumulado de janeiro a agosto, o levantamento indica uma retração de 1,73%, o que representa um leve alívio no orçamento das famílias.
Entre os 12 itens avaliados, nove apresentaram queda no último mês. O destaque foi o tomate, com recuo de 5,97%. Outros produtos que contribuíram para a redução foram:
Manteiga (-3,93%)
Arroz agulhinha (-3,84%)
Farinha de mandioca (-1,86%)
Banana (-1,50%)
Carne bovina de primeira (-1,47%)
Açúcar cristal (-1,08%)
Óleo de soja (-1,03%)
Pão francês (-0,83%)
Para entender como essa variação tem sido percebida na prática, o Piauí Hoje foi às ruas de Teresina ouvir a opinião da população sobre os preços.
A dona de casa Elisabeth Vieira disse ter sentido a diferença nos produtos que mais consome no dia a dia. “Eu, como dona de casa, senti muito no arroz. Já cheguei a comprar por 30 reais, e agora paguei 17 e pouco. Uma redução muito grande. O açúcar também baixou, de quase cinco reais pra três e pouco. O feijão também melhorou. Na carne não vi tanta diferença, mas no arroz, açúcar e feijão melhorou pra gente que cuida da casa”, afirmou.

Já o vendedor Marcos Vinícius reconheceu a queda nos alimentos, mas destaca que outros custos têm anulado esse alívio. “Os preços no mercado melhoraram em relação à pandemia. Arroz, óleo e outros itens estão mais acessíveis. Mas, ao mesmo tempo, a gasolina aumentou, a conta de luz subiu, por causa da escassez de água nas hidrelétricas. Uma coisa baixa, outra sobe. No fim das contas, pra mim, está tudo empatado”, analisou.

Por outro lado, a vendedora Áurea Pereira afirmou não ter percebido qualquer mudança no valor das compras. “Pra mim, está tudo no mesmo preço. Arroz, feijão, carne, óleo... nada mudou. Eu sou dona de casa, faço comida, e não vi redução em nada. Só o sal, que ainda custa um real”, disse.

(*) Lília Ferreira é estagiária sob supervisão da jornalista Nayrana Meireles -DRT 0002326/PI
DENÚNCIA
FINANÇAS
IGREJA CATÓLICA
AUDIÊNCIA PÚBLICA
TRANSPORTE FERROVIÁRIO
HABITAÇÃO SOCIAL