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SEM ACORDO

Greve dos motoristas e cobradores de ônibus chega ao 25º dia e categoria faz novo protesto

Teresina está sem ônibus desde o dia 19 de maio, quando foi deflagrada a greve

Alinny Maria

08 de junho de 2020 às 10:53


Motoristas e cobradores fazem protesto em Teresina
Motoristas e cobradores fazem protesto em Teresina

Os motoristas e cobradores do transporte público de Teresina estão em greve desde o dia 15 de maio. Na manhã desta segunda-feira (08), a categoria fez uma carreata na Avenida Frei Serafim, no Centro da capital, para cobrar um acordo com os empresários. Os trabalhadores alegam que estão sem o pagamento de salário há dois meses e pedem o fim das demissões.

O presidente do Sindicato do Trabalhadores em Empresas do Transporte Público do Piauí (Sintetro), Fernando Santos, disse que até o momento os empresários nunca entraram em um acordo com os profissionais. O Sintetro quer o pagamento em atraso, pagamento do ticket alimentação e recontratação de mais de 300 trabalhadores que foram demitidos durante a pandemia de Covid-19. Teresina está sem ônibus desde o início da greve. Os trabalhadores alegam que os protestos vão continuar até que haja um acordo com os empresários.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut)  emitiu uma nota e disse que o prazo da última convenção coletiva encerrou em janeiro deste ano e que não houve a possibilidade de uma nova renegociação com os trabalhadores dentro das projeções econômicas para este ano. 

"Com o surgimento da pandemia da Covid-19, o sistema passou a transportar apenas 5% da demanda, durante estes mais de 50 dias até o momento, resultando em um impacto negativo na arrecadação que não cobre sequer os custos básicos, como o óleo diesel. Após o início da greve (15/5/20), o sistema de transporte está totalmente parado há 20 dias", disse a nota do Setut.

Veja a nota na íntegra:

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que o prazo da última convenção coletiva encerrou em janeiro de 2020 e, ao final deste período, não houve possibilidade de nova renegociação com os trabalhadores, dentro das possibilidades e das projeções econômicas para este ano.
Com o surgimento da pandemia da Covid-19, o sistema passou a transportar apenas 5% da demanda, durante estes mais de 50 dias até o momento, resultando em um impacto negativo na arrecadação que não cobre sequer os custos básicos, como o óleo diesel. Após o início da greve (15/5/20), o sistema de transporte está totalmente parado há 20 dias.
Diante desta queda na arrecadação, o SETUT informou ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI) que as empresas cumprirão o que rege à normativas concedidas pelo Governo para ajudar o setor patronal.
O SETUT reforça ainda que compreende o atual momento enfrentado pela classe laboral, mas não julga possível realizar acordos diante deste atual período de incertezas.
As projeções econômicas nacionais para o setor de transportes, preveem queda próximo aos 50% na demanda. Portanto, as empresas reforçam que seguirão realizando o que está ao seu alcance e de acordo com a legislação vigente.
Paulatinamente, serão revistos periodicamente o cenário do setor, e conforme os avanços ou decréscimos observados na economia, será discutido com o sindicato laboral o que ainda poderá ser feito para, juntos, tentar manter o sistema de transporte público ativo.



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