Teresinha
17 de novembro de 2016 às 20:11
Para alcançar a meta do MEC de universalizar a matricula de crianças de 4 e 5 anos em creches de todo o Brasil até 2017, a Prefeitura de Teresina reuniu esforços como a superlotação das salas, o fechamento de turmas e o cancelamento de matriculas para crianças de 0 a 3 anos, que ficou para segundo plano. Das 156 creches da rede municipal, apenas 2 possuem berçário. Essas são informações do Sindserm.
Segundo Letícia Campos, presidente do Sindserm, a prefeitura de Teresina vem desde o ano de 2014, fechando turmas nas creches e impedindo o acesso a matrículas de crianças de 0 a 3 anos. “A prefeitura fez uma opção política de matricular crianças de 4 e 5 anos que era uma determinação da lei, sendo que ela mesma já vinha matriculando crianças de 0 a 3 antes desse período, então ela deu um passo atrás do que vinha fazendo. Se você for visitar as creches do município vai encontrar uma turma ociosa ou sem nenhuma criança de 2 e 3 anos, eles fizeram um redimensionamento”, afirma Letícia.
A falta de vagas nas creches acarreta como consequências, segundo Letícia, a demissão no trabalho, das mães que tem que cuidar dos filhos, e uma formação tardia na educação das crianças. “É uma demanda que limita muito a mulher a poder sair e trabalhar e é também um ataque ao direito da criança em ter acesso à educação.
Outro problema apontado pela presidente do Sindserm é a superlotação das salas de aula nas creches.
“Existe uma normatização pelo MEC da quantidade de alunos que é de 25 alunos por turma e a secretaria tende a extrapolar essa quantidade, as creches acabam virando depósitos de crianças, dificultando o trabalho pedagógico e repassando o problema para a conta do docente que está ali sem ar condicionado, sem estrutura, sem condições, o que prejudica a formação educacional das crianças e o trabalho dos professores”, pontua a presidente.
Creche funciona em condições precárias em TeresinaFoto: Foto: Gilcilene Araújo/ G1Das 156 creches da rede pública municipal de Teresina, apenas duas possuem um berçário em funcionamento. “São três creches em período integral, que a criança entra de manhã e só sai de tarde, mas com berçário são duas creches que é na CMEI Danielzinho, na Piçarreira, e na CMEI Cintia Medeiros, a CMEI Jesus Diocesano que é na zona sul é só período integral, não tem berçário. Não tem a menor possibilidade de atender a demanda com esse funcionamento, por que o berçário são salas menores, mais especificas, atende no máximo oito crianças, tem todo um cuidado e a população mais carente não tem acesso, acaba tendo que, ou abrir mão do emprego ou colocar numa creche particular que não compensa financeiramente”, afirma Letícia Campos.
A prefeitura de Teresina através de informações da assessoria afirma que estão sendo construídas 21 novas creches para atender crianças a partir de 6 meses. Elas são no modelo do Cmei tia Fanny, inaugurado recentemente no vale do Gavião. Também serão inauguradas 2 no centro da cidade, com berçário, para mães que trabalham no centro.
Fonte: Samuel Brandão
DENÚNCIA
FINANÇAS
IGREJA CATÓLICA
AUDIÊNCIA PÚBLICA
TRANSPORTE FERROVIÁRIO
HABITAÇÃO SOCIAL