Teresinha
09 de fevereiro de 2017 às 15:02
Faltando 9 dias para a folia do Corso de Teresina, até o presente momento, apenas 10 inscrições de caminhões foram registradas pela Fundação Monsenhor Chaves (FCMC). O número de inscrições é baixo se comparado com outros anos, mas a coordenação da FCMC afirma que esses números podem aumentar na última semana.
O Corso de Teresina que já ganhou o recorde mundial do Guinness Book no ano de 2012, com 355 caminhões inscritos, no ano de 2014, chegou a ter 800 inscrições e mais de 40 mil participantes, no ano de 2016 esse número diminuiu para 80 caminhões inscritos.
Segundo o membro da comissão organizadora do carnaval da FCMC, Marlon Rodner, o número de inscrições cresce na última semana, ele atribui essa diminuição de inscrições ao preço do aluguel dos caminhões que aumentou nos últimos anos.
“No ano passado, somente em um dia, fizemos 50 inscrições de caminhões. A gente atribui essa diminuição no número de inscrições à crise e ao aumento no valor do aluguel dos caminhões. Os locatários de veículos que antes cobravam de 500 a 700 reais, hoje em dia cobram um valor muito alto, na média de R$ 4 a 5 mil, a população está entendendo que está mais caro”, afirma Marlon Rodner.
O membro da comissão da FCMC afirma também que as normas impostas pela prefeitura são necessárias para o melhor conforto e segurança dos foliões durante o Corso.
“Anteriormente, haviam muitos acidentes, por que carros de menor porte e sem estrutura também participavam, além disso os motoristas dirigiam embriagados, nós passamos a exigir somente caminhões e começamos a cobrar o guarda corpo e o banheiro em cima, além de fazer averiguação com bafômetro nos motoristas para melhor segurança e conforto dos participantes”.
“Nós do poder público temos a responsabilidade de fornecer segurança aos foliões que vão brincar no Corso. As normas de segurança foram discutidas com a polícia, corpo de bombeiros, Strans e o Ministério Público também nos cobra, sem uma coordenação eficiente, o trânsito durante o Corso seria um caos” finalizou Marlon Rodner.
Fonte: Samuel Brandão
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